acaba logo janeiro.
acaba de uma vez esse verão. esse calor.
já não aguento mais essa sensação.
presente em todos os meus dias.
tento me manter sã,
mas até um simples toque me desespera.
ter de admirar o horizonte
com o olhar perdido em terras distantes.
ter de viver todos aqueles rituais novamente
sem poder sonhar que o carrego na minha mochila
e na minha mente.
estou cansada de navegar
por um único e solitário mar
com nomes diversos.
do you remember that lyric? that song? it’s a piece of me: “Got up early, found something’s missing
my only name.
No one else sees but I got stuck,
and soon forever came.
Stopped pushing on for just a second,
then nothing’s changed.
Who am I this time, where’s my name
I guess it crept away.
No one’s calling for me at the door.
And unpredictable won’t bother anymore.
And silently gets harder to ignore.
Look straight ahead, there’s nothing left to see.
What’s done is done, this life has got it’s hold on me.
Just let it go, what now can never be.
I forgot that I might see,
So many beautful things.
I forgot that I might need,
to find out what life could bring.
Take this happy ending away, it’s all the same.
God won’t waste this simplicity on possibility.
Get me up, wake me up, dreams are filling
this trace of blame.
Frozen still I thought I could stop,
now who’s gonna wait.
No one’s calling for me at the door.
and unpredictable won’t bother anymore.
and silently gets harder to ignore.
look straight ahead, there’s nothing left to see.
what’s done is done, this life has got it’s hold on me.
just let it go, what now can never be.
Now what do I do
can I change my mind
did I think things through
It was once my life - it was my life at one time.”
A impulsividade é uma das suas características mais marcantes. Coisa que não se encontra por aí dependurada nas bibocas e nem nos camelôs da cidade. Ela acorda e brinca de viver. Balança os braços, sacode a poeira estelar do corpo e sai para ver o dia. Se estiver ensolarado, ela brilha mais forte refletindo a própria luz e a do sol. Refresca-se nas sombras. Se o tempo estiver nublado, ela espera a chuva cair. Adora a sensação dos pingos gelados na pele quente. Anda pelas ruas fazendo cálculos e pinta formas geométricas em quadro mentais. Se inscreve para um MBA em Dubai, sem pensar na grana.
Gosta de ser criança quase o tempo inteiro. Sem dores e compromissos. Senta e brinca de boneca com sua afilhada de 5 anos. Depois desenha planetas e dragões de asas com estampa de sofá para colar nas portas do guarda-roupa. Assisti filmes assustadores de monstros (não os dentro de si) e fadas madrinhas (qualquer semelhança é mera coincidência com ela). Nada no mar com seu afilhado de 12 anos. Bóiam juntos. Ele deitado por cima do corpo dela. E permanecem assim até que uma onda enorme venha e destrua o mega-navio. Sabe cantar músicas infantis e de ninar de cor. Canta pro filho-papagaio todo entardecer. E assobia muito pra ele, tanto que ele já aprendeu o tema do filme Indiana Jones. Transborda-se de sentimentos pelos seus amigos, mas, infelizmente ela ainda não aprendeu a se multiplicar por duas, pelo menos, para atender as demandas deles. Principalmente quando todos resolvem marcar tudo no mesmo final de semana. Planta sementes-paixões através dos lábios. Através dos beijos. Suspira por suavidades e cheiros.
Qualquer motivo vira alegria em volta do seu espírito triste e encabulado. Ele quer ser feliz, só que prefere ficar trancado. Em uma linda torre de Paris. Mesmo enfrentado montanhas e planícies, bons e maus tempos, beleza/destruição e riqueza/pobreza nas paisagens. Trilha vários caminhos quando retorna para casa. Dia-a-dia desenvolve listas de atividades para não pensar em você. Assim que são concluídas, as folhas vão caindo ao chão. Jogadas ao relento. Não se preocupa em limpar. O vento se encarrega de levá-las até você. Para que saiba das horas dela e se encante por ela ser tão comum e singular como nenhuma outra que conhecestes.
Na maior parte do tempo conecta a mente em diferentes mundos. Em cada lugar possui um avatar. E ao desplugar dele quando acorda e ou quando a conexão falha, ela segue sozinha por cada vida paralela na qual acredita se chamar de “sonho”.
Soundtrack and Run Lulu Run: Use Somebody - Kings of Leon
Movie: Where The Wild Things Are (Onde Vivem os Monstros)
Na despedida de Carol dentro do barco, eu me desmanchei de tanto chorar.
Lindo. Lindo. Lindo.
Eu me enxerguei em cada monstro. Vários monstros dentro de mim.
Poucas coisas destroem tanto os cabelos destreinados quanto o vento de verão que bate de tarde no bairro.
Há tempos que as emoções não assaltam enquanto se deixa.
Há tempos o som que se escuta é tocado em um instrumento de uma só corda desafinada.
Há tempos que as noites diminuem de tamanho…
É verão!