
V. - the turtle - wants to play in your sandbox. So cute…
Outubro de 2009
Ter 27 Out 2009
Sáb 24 Out 2009
i would like to have a Heathcliff in my life.
Movie: Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes)
Soundtrack: Wuthering Heigths - Kate Bush
Sex 23 Out 2009
A quem acredite que a dor da perda pode ser superada com o passar do tempo.
Ledo engano… Tem perdas em que a dor aumenta, e a falta do dia-a-dia se converte em mais e mais saudades.
Até hoje, quando eu sento para conversar contigo no meu quarto à noite, eu sinto uma mistura de sentimentos tão grandes… E, às vezes, o que me consola, é olhar fundo nos meus olhos no espelho e vê-la lá dentro. Dentro de mim.
5 anos sem meu tudo: minha mãe, minha melhor amiga, minha irmã, meu chão, meu grande amor, minha vida.
Soundtrack: She Has No Time - Keane
Qui 22 Out 2009
Read the lyrics. It’s all what I have to say about my time:
I’m like a paper cup with a pin prick
You can fill me up but I’ll only stay full for a while
And wisdom’s only shown me that my loneliness is all my fault
And it’s all my fault
And I don’t know
What I have done wrong
You say you understand me well I don’t get you at all
It seems everyone around me is so good at faking it that I don’t know
Just how to act
Around you
I’m like a paper bag but the bottoms wet
It must be something bleeding internally inside
I didn’t know the things that you never did could stay with you your whole life
And I don’t know
What I have done wrong
You say you understand me well I don’t get you at all
It seems everyone around me is so good at faking it that I don’t know
Just how to act
Around you
And how to act
About you
I’ve got a memory but I can’t hear what you’re saying
You’re looking straight at me but I’m looking the other way
Soundtrack: Paper Bag - Dear and The Headlights (música em repeat)
Qua 21 Out 2009
Can you hear?
Just like butterflies kissing the air
Fingers that touch the invisable
Eyes in the promise land of lovers
Why Am I so weak to give my heart away?
Always…
Like whores in old Paris
Forgiving and forgeting the pain
I wish I could cease to be
To travel to the unknow room of feelings
Empty…
Fearless…
Alone…
Seg 19 Out 2009
Das minhas costas saem. Pássaros. Voam livres. Distantes. Das minhas costas saem. Palavras e músicas. Tocam a sua melodia. Prende-lhe a atenção. Das minhas vértebras saem. Gatos, cachorros, palavras, carneirinhos, bezerros, papagaios, doces, chocolates. Das minhas mãos. Palavras e silêncios. Um toque. O destino traçado. Na palma. Dos dedos. Saem fios e nós e fios e laços. Conosco entrelaçados. Do meu umbigo saem palavras. E quase palavras. Do meu umbigo saem cortes. Foras. Dentro. Dentro de mim há. Quase palavras, silêncios, ouvidos, receptores, catalisadores, nós, escorregas, balanços, gangorras, vozes, cenas, espaços, falta de espaço, amontoados, organização, misturas, pureza. Enlaçados.
Da minha garganta saem. Fios. Laços. Pedras. Água. Mel. Flores. Pedras ainda maiores. Gradações. Absorve. Suga o que há. Dentro de mim escuto: é da sua voz que eu preciso. Não do meu umbigo. É absorver o que eu quero. Sair para trocar. Carinho. Não sair e acabou-se.
Quero receber. Pedras, gatos, mel, pedras ainda maiores, gradações, ouvidos, vozes, quase frases, palavras, silêncios, toques, fios. Laços. Limpar o excesso.
Preencher uma página. Preencher seus olhos. Com o meu excesso. Imagine. Veja. Das minhas costas saem. Borboletas, fadas, escorpiões, pássaros, fios. De onde não saem fios? Todos os espaços, em todos eles, há fios se enlaçando, entrelaçando, dissolvendo, recortando, cortando, e se unindo.
Da minha boca saem. Veja você, não vou dizer, olhe minha boca e veja por si. Mesmo. Dessa mesma boca. Saem. Receptores. Poros. Espaços. Montanhas. Praias. Areia. Dia amanhecendo. Chuva. Calor. Raízes. Asas. Folhas. Caule. Páginas. Pétalas. Pés. Dos meus pés saem. Desenhos na parede. Palavras no teto. Bagunça nos lençóis. Deslizes.
Do deslizamento saem. Palavras, quase, sim, saem, veja. Olha aqui. Meu umbigo. Minha barriga. Pele. Boca. Saem, recebem, olha, fala, qualquer coisa, o que você vê? Como ouve? O que saímos? Como chegamos? Já acabou. Começando: de você saem – minhas palavras.
Soundtrack: In Bright Fire - Stars of Track and Field
Qui 15 Out 2009
Sou uma janela. Branca. Grande. De madeira resistente e de lei. Com arcadas e venezianas para você espiar através do meu corpo. Gosto que me abra bem devagarzinho e que escute os meus ruídos de reclamação. Procuro a todo instante lhe mostrar o mundo de novas formas. Você pode até ter a sensação de que a paisagem é a mesma, porém cuidado. Atenção. Repare nos detalhes. Sempre há uma surpresa. Nunca surgirá algo-daqui-de-dentro de uma maneira igual.
Enquanto me escancara, alguns elementos que compõe a magia do momento lhe farão companhia. Como o vento. A luz do sol. A luz do sol refletida pela lua. O meu mar de oblíquos pensamentos. As nuvens. A cidade. Os meus não’s e sim’s. A natureza de pecados os quais me circulam e me causam prazer.
Há violetas no parapeito. Elas atraem as gulosas borboletas que não se cansam em passar por minhas entranhas-divisórias. Assim como você gostaria de fazer.
A cada vez que me abre, eu me mostro diferente. Cheia de cores. De amores. De virtualidade. Sou tão virtual quando os pixeis visualizados no seu monitor. Aqueles mesmos. Em RGB. Eu os trabalho no Photoshop. Dou outra vida. Dou outro ton. Eu modifico o seu pensar e os seus sentimentos.
As fotografias, os desenhos e as imagens são geradas de acordo com os meus temperos e as minhas aventuras. Ou também pelos meus olhos, ou pela minha incansável imaginação. Procuro fazer você observar o futuro e o passado com palavras e graduações da minha voz.
Posso ser também uma instalação em um canto da sua casa. Feita de papéis recicláveis e sons. Sons que eu emito e você ouve. Você grita e eu escuto. Ou então, tudo em volta emudece e ninguém mais ouve nada além dos nossos próprios corações. Gosto que me toque. Crie-me com vontade de investir em saúde e saudade. Ouse comigo e me molde ao seus braços e mãos. Abuse do seu lado criativo e me diga com sinceridade: você me ama como me pinta ou me pinta como me ama?
Ainda tem coragem de ver pelo outro lado depois desta descrição?
Ter 13 Out 2009
Ter 13 Out 2009
Sozinha no quarto. Madrugada. Música suave. Dor no peito. Amigos on-line. Reflexões sobre o tempo. Saudade. De quem está longe. Falta e imensa saudade. De quem não está mais aqui. Lagriminhas. Sono. Tudo jogado no espaço da vida. Tudo perdido porque quero aquilo que não posso ter. Só guardar. Nas lembranças. Numa caixinha de negativos. Numa gaveta sem fundo da cabeça.
Qual o meu desejo eterno? Controle remoto. Com um botão salvar bem grande. Para ser usado constantemente. Em todos. Para todos.
Ter 13 Out 2009
Smack. O mundo vai parar apenas para ver o seu sorriso sem graça depois de um beijo caprichado na praça.
Você passa várias vezes por ela e não sabe… que a qualquer momento pode me encontrar sentada por lá.
Dom 11 Out 2009
E de repente você começa nessa viagem em que uma canção antiga age na sua vida como um maestro, regendo idéias divagadas à beira de atracar. Então é você e a palavra, num barzinho da esquina, dançando ao som de amigos, recordando os velhos versos, se perguntando o que será de sua vida naqueles próximos 10 minutos.
Na passagem se faz presente aqueles velhos, e de repente, 10 minutos já passados e nada é mudado, mas tudo é mudado, é o poder de cura do relógio de sanar minhas nostálgicas frustrações.
Sim, falo do tempo, da distância dos meus dias, das minhas estrelas que brilhavam, das músicas que eu escutava, dos meus olhos ao sol. Falo do espaço entre os extremos, do coração batendo acelerado uma hora a cada lado, falo de mim e de você. Mas quando eu voltar pra casa, tudo será claro, mais rico e mais urgente.
“I’ll be spellbound by my own courage”.
E sou assim, cria da cidade da alegria, dos anos 80 e 90, dos sonhos perdidos, dos banhos de chuva e dos que gostam de vermelho. Sou filha da mãe, do pai, filha do ar, daqui ou de qualquer lugar. Sou a promessa da TV, do exagero de CD’s, da certeza dos que amam e a confiança dos que perdoam.
Agora é hora de ver o tempo dos outros passar, ter a sorte mudada pela virtude de ser humilde, é hora de exercitar o que aqui existe de bom dentro da alma, assim simplesmente, deixando o tempo levar.
Dom 11 Out 2009
What did you have?
What did you lost?
Sex 2 Out 2009
Sex 2 Out 2009
Movie: Ponyo à Beira Mar
sempre desconfiei que eu fosse um peixe com barriga, um peixinho dourado, não um baiacu. risos.



