Eu crio o meu próprio monstro. Todas as noites. Cada dia ele está de uma cor. Esse monstro me visita. Olha nos meus olhos. Conversa comigo. Passa algum tempo contando sobre a sua vida e seus inúmeros problemas. Sabe como me torturar com palavras. Às vezes, se esconde pelas sombras do quarto. Quieto. Atento ao momento certo em que eu fecho os olhos e ele invade meus sonhos. Neles esse monstro me beija e me escouceia. E depois que consigo adormecer em sono profundo, num mar de sangue e lágrimas… ele vem, se aconchega ao meu lado e lambe as minhas chagas.
Eu não o odeio. Eu odeio a mim mesmo por tê-lo deixado por tanto tempo em meu peito.
I hold an image of the ashtray girl
As the cigarette burns on my chest
I wrote a poem that described her world
That put our friendship to the test
And late at night while I was on all fours
She used to watch me kiss the floor
What’s wrong with this picture?
What’s wrong with this picture?
Farewell the ashtray girl
Forbidden snowflake
Beware this troubled world
Watch out for earthquakes
Goodbye to open sores
To broken semaphore
You know we miss her
We miss her picture
Sometimes it’s fated
We disintegrate it
For fear of growing old
Sometimes it’s fated
We assassinate it
For fear of growing old
Farewell the ashtray girl
Angelic fruitcake
Beware this troubled world
Control your intake
Goodbye to open sores
Goodbye and furthermore
You know we miss her
We miss her picture
Sometimes it’s fated
We disintegrate it
For fear of growing old
Sometimes it’s fated
We Assassinate it
For fear of growing old
Hang on
Though we try
It’s gone
Hang on
Though we try
It’s gone
Sometimes it’s fated
We disintegrate it
For fear of growing old
Sometimes it’s fated
We Assassinate it
For fear of growing old
E ela caminhava alegre, vestido solto, olhos atentos e pés descalços ao abrir o portão naquela noite. Ela já tinha escrito várias cartas para ele, uma contando sobre a rotina dela, nada de muito especial, era adolescente e a vida se mostrava como um mar de rosas abarrotados de espinhos-problemas, e outras cartas relacionadas aos dias festivos como aniversário e natal. Ele nunca respondeu as cartas com cartas, respondia com ligações demoradas num telefone público sob o luar. Ela tinha medo do que as suas palavras escritas causavam no rapaz, mas não o poupou de suas poesias, mesmo aquelas que não eram direcionadas a ele. Num belo dia, lá estava ele parado diante dela no portão de casa. Ele sorria bastante, conversaram bastante e ele elogiou bastante o formato do pé e dedos dela. Brincavam como se eles se conhecessem há anos, e até então, nunca tinham sequer se visto. Esse foi um dos ciclos, que começou em 1994 e terminou numa noite de 1996.
E esses encontros continuaram acontecendo, passaram-se os anos, a vida, os amores, os adolescentes cresceram (ele é mais velho que ela só dois anos), amadureceram, as visões do mar se distorceram, eles se encontraram outras vezes, eles se casaram com outras pessoas, se separaram, um tem filha, o outro não. E de repente, um reaparece pro outro de novo. Assim, num piscar de olhos, por uma conta criada no Facebook. E um outro ciclo inicia agora, ela na mesma cidade, ele cada vez mais distante. Distante sim, de conceitos, em quilômetros, de vida. Ela, com as mesmas brincadeiras e livros do Sandman, ele sempre com as mesmas palavras e lembranças doces sobre ela, sobre os encontros loucos que tiveram durante todos esses anos. Continuam amigos sim, e ela preocupada por ele estar magoado com ela pelo último encontro. Quando ela fugiu da força que ele tinha no olhar.
E ele manda pra ela, através de outro site de redes sociais, uma música que descreve ela pra ele. Uma síntese, talvez, do que ela, as palavras e os encontros representaram na vida dele durante todos esses anos. A mãe dela ouvia muito essa música. E ela gostava de ouvir junto. E nunca imaginou alguém dedicando essa mesma música pra ela.
Obrigada.
Borboletas, sempre, sempre, sempre. Como uma valsa. Borboletas turquesas sobrevoando meu tecido. Eu sou uma blusa turquesa ou blusa branca, não sei, uma saia longa e plissada, talvez, um decote generoso, com certeza, mas não há nada que me preencha totalmente. Cadê meu corpo? Meu não, eu é que pertenço ao corpo, um corpo que deve me preencher, eu existo mesmo jogada num canto qualquer, no fundo do armário ou estendida sobre a cama, mas minha beleza se revela quando existe um corpo… Dentro de mim. Um corpo dentro de mim. Eu envolvendo, abraçando, devorando e me ajustando a um corpo.
Quero que o vento me acaricie, quero que as pessoas me olhem, quero que o sol me atravesse e que projete desenhos em mim, desenhos em mim, o sol, círculos girando e girando, e girando. Como uma valsa. Borboletas sorrindo, em movimentos contínuos, elas nascem, eu morro, você vem e diz: o que você diz? Só você saberia. De que cor é o meu orgasmo, qual o volume dos meus gemidos, de que maneira eu mordo os lábios, eu cerro as pálpebras ou reviro os olhos?
Você poderia segurar as minhas mãos, olhar para baixo, olhar para mim, falar: “Mesmo que você não fizesse nada em mim, eu faria mais em você e vou fazer sempre, só pelos seus gemidos e pelo jeito que você me olha depois, nunca vi um gemido tão, tão sei lá, não dá para explicar.” E eu, incrédula: “Mas não faço barulho nenhum, você está louco!”.
Vejo imagens, pontos de luz, bosques, borboletas, já vi castelos até, mas sempre comprimi meus lábios para evitar qualquer tipo de som porque… porque eu… antes receava, eu… Alguém que preferia o silêncio, a imobilidade, a passividade total. E agora descubro que existe outra pessoa dentro de mim. E que geme suavemente e que sorri, suavemente, e que se envolve, bruscamente… bruscamente eu abro os olhos e percebo que aos poucos, aos poucos, doce e lentamente, eu estou me abrindo… Para que direção? Quem sabe? Só sei que preciso caminhar sem olhar pra trás. E a cada dia mais eu descubro que não tenho mais medo de errar, de me entregar ( e isso me assusta).
Nota: Não sei qual o motivo de estar me sentindo um pão quente sem manteiga.
de acordo com a metáfora mais utilizada do momento: eu consegui sair e estou me mantendo longe do jarro. mas ainda não consegui quebrá-lo. não consigo sequer em pensar nisso. aqui do lado de fora é bonito. só que também havia uma beleza e uma magia em estar dentro do jarro. daquele jeito…
Soundtrack: Brightest - Copeland
If you find yourself here on my side of town
I’d pray that you’d come to my door
Talk to me like you don’t know what we ever fought about
Cause I don’t remember anymore
I just know that she warms my heart
And knows where all my imperfections are
And she said that I was the brightest little firefly in her jar
And I just know that she warms my heart
And knows where all my imperfections are
And she says that i am the brightest little firefly in her jar
É sempre assim, quando eu acabo de plantar uma semente, vem alguém de lá com uma pá cheia de terra e a mata sufocada.
Tá bom, seja feita a sua vontade.
.
.
.
Volto a ficar na minha. No lugar de onde eu não deveria ter saído.
Também quem mandou eu passar a tarde toda pensando em você?
É numa dessas tardes de sol e vento que imagino você chegando… Olhando-me com aqueles olhos-brilhantes-sedentos. Sedentos de beijos e abraços. Meus beijos. Meus abraços.
É numa dessas tardes de sol e vento que imagino nós dois caminhando por uma praia deserta. Por um longo caminho. Conversando sobre sonhos futuros. Nada de castelos frágeis de areia.
É numa dessas tardes de sol e vento que imagino-me pintando o seu retrato em tela no tamanho real. Utilizando técnicas em tinta aquarela. Para ter a sua companhia palpável, mesmo quando não estiveres perto de mim.
É numa dessas tardes de sol e vento que imagino-me lambendo um pouco de sorvete da ponta do seu nariz. E depois… olhando pro mar, vendo os barquinhos indo e vindo no estacionamento do Solar. Pensando como seria se nós estivéssemos dentro de um deles, navegando em direção ao horizonte.
É numa dessas tardes de sol e vento que imagino o seu sorriso doce e contagiante. Que refresca a tarde inteira e trás alegria ao ambiente. Alegria que preenche o meu coração e me faz sorrir também.
Onde quer que nós estejamos.
Qualquer que seja a tarde de sol e vento.
Meu pensamento estará com você.
tô aqui toda boba boba boba e orgulhosa.
meu trabalho de meses passando várias vezes na TV.
só essa noite eu vi a propaganda do portal da Câmara dos Vereadores de Salvador duas vezes.
os pássaros insistiam em repetir as vozes que sussurravam dentro dela.
a noite passada acordou com o gosto amargo da perda na boca, era só um sonho.
abraçou com força o travesseiro ao seu lado como se não fosse assim, real, palpável, longe da abstração do imaginário.
pensou poder controlar o que vertia em seu sono, mas ainda não se controlam os sonhos, sonhos sim, controlam.
o gosto diferente do descontrole na boca, a verdade, o desconforto.
pensamentos que a manhã (que de surpresa ficou fria) trouxe foram esses: organizar as palavras, falar sobre os pássaros.
mas o gosto do irreal não permite que se organizem os sonhos.
preto e branco, às vezes.
na verdade não se sabe mais nada do que o gosto.
do amor à perda.
do irreal ao lábio quente repousando sobre a pele.
Soundtrack: Ten Years Ahead - The Soundtrack of Our Lives
“Love is a temporary madness. It erupts like an earthquake and then subsides. And when it subsides you have to make a decision. You have to work out whether your roots have become so entwined together that it is inconceivable that you should ever part. Because this is what love is. Love is not breathlessness, it is not excitement, it is not the promulgation of promises of eternal passion. That is just being “in love” which any of us can convince ourselves we are. Love itself is what is left over when being in love has burned away, and this is both an art and a fortunate accident… roots that grew towards each other underground, and when all the pretty blossom had fallen from our branches we found that we were one tree and not two.”
Resolvi pintar os meus cabelos de castanho escuro. Porque negros são meus olhos e as minhas sombrancelhas, e negros estão os meus dias.
Já a camisa branca na minha pele branca, ressalta mais as bochechas rosadas pelo sol da caminhada da manhã e o mega tamanho das minhas olheiras.
meus olhos lembram chocolate.
chocolate derretido
quando você encosta
o seu rosto suavemente
no meu
e eu roço o meu rosto devagar
no seu
e as nossas línguas escorregam
pelas bocas
enquanto se provam
e entram e saem e molham
lambem
mais chocolate
mais cereja
mais vontade.
vem e me toca
me provoca
me deixa louca de prazer
me faz gemer no seu ouvido
pra não parar mais
faz da minha boca
a sua fonte de desejos
e a cada beijo
as mãos devem escorrer
e a situação pode então
piorar ou melhorar
não importa
e um sonho pode acontecer.
A realidade não me basta. Prefiro inventar o movimento. Com dias repletos de não, e sim, com o sol iluminando tudo as minhas costas. Conversas soltas no ar e olhares ardentes.
Quero me apaixonar de novo, por isso, a porta está aberta. Entre sem pensar.
Quando puder lhe dizer o quanto você significa para mim,
Falarei sem gaguejar.
Quando puder lhe escrever uma poesia,
A escreverei sem um erro cometer.
Quando realmente me apaixonar pelo seu sorriso,
Correrei para seus braços.
Há noites em que ela é apenas um sussurro. Um grito no escuro e uma razão para acordar pela manhã. Feche os seus olhos e sonhe com o rosto dela. Use a sua imaginação e tente desenhá-lo com bastante atenção. Mas não se perca nos traços. No acaso. Não se perca na intensidade dos sentimentos que ela lhe despertará. Ela o tratará como um mero marinheiro. Naufragado num mar de emoções conflituosas. Ela não o tentará salvar. Ela o magoará com os olhos. Ela sempre dirá que vai tentar melhorar, mas jamais voltará atrás com seus atos e palavras. Não se desculpará.
Você sabe tudo sobre ela, mas não a conhece direito realmente. Você nem imagina o que se passa na sua cabeça quando a vê virando e caminhando em direção a lugar algum. Ela é como um navio (fantasma?) misterioso. Para um lugar onde você nunca foi antes. É melhor se agarrar a esse transporte. É tudo o que tem neste momento. No mundo de sonhos. No mundo da imaginação. No mundo de livros de aventura e romance. Além de palavras soltas pelo ar e sorrisos tristes. Você não está mais em sua cama deitado. Ela é o seu passeio. Um doce meio de locomoção pelo paraíso. Da cabeça dela.
Ela chora porque está feliz. Canta canções quando está furiosa. É como se precisasse de uma bebida forte para afastar os males. Tão longes. Tão próximos. Ela é boa em ser malvada. E muito antes de conhecê-la, você sabia que ela era única. Assim, completamente sem jeito e sem simpatia. Ela, às vezes, é frágil como uma menina. Que procura por abraços, mas no meio do caminho se afasta e não precisa mais do seu apoio. Nem andar pelos seus passos.
Mas continue o passeio no navio. Veja até onde ele pode te levar… Não esqueça de subir ao convés e verificar o céu, as nuvens e o horizonte. A terra pode nunca mais ser vista. Jamais conseguirá novamente aportar. Curta a sua vida. Em dias de cansaço e música… Balançando de acordo com as ondas do mar.
E por que tem tanta certeza que ela é assim um mistério? Por acaso, alguma vez pensou em desvendá-la? Olhe para o horizonte agora. O que vê? Como está o tempo ao norte? Será que ainda há salvação para a alma dela? Será que ainda vai chover? Será que algum dia alguém vai lê-la e tentar entender?
Como cada um de nós sobrevive à guerra? Bem, no início eu comecei a combatê-la comprando vários travesseiros pra cama, jogando videogame com um irmão emprestado e saindo todos os dias com amigas (pena que cada uma delas está agora em um canto do planeta, saudades das duas). Claro que existem milhões de teorias, e, provavelmente, você conhece no mínimo umas quatro, mas deixa eu te contar um leve segredo, se é que você não o sabe: elas só funcionam quando você realmente quer e as coloca em prática.
Para sobreviver à guerra, eu descobri as certezas e os não-quereres, descobri que tudo isso está dentro de mim, bastava só procurar com jeitinho. Enquanto as incertezas, essas são tuas, pois vejo nos seus olhos que não sabe como agir e o que fazer comigo. Algumas dessas incertezas também me acompanharam, fez o tempo pesar, ser imenso, sufocável, passar lento demais. E então as certezas vinham para me alertar que meus sonhos são meus, e que quando não restar mais nada, eu ainda os terei, mesmo que você não os queira mais.
Para sobreviver, eu descobri que posso enfrentar os monstros, sozinha ou não, já que sou eu mesmo que os crio. Não posso mandá-los embora quando eu bem entender, mas fico sentadinha esperando um herói (que eu não crio) vir me resgatar. E enquanto esse alguém com mega-poderes não aparece, eu posso conviver com eles (monstros variados de todos os tamanhos), e essa será uma lição de paciência. Dói, mas não mata. Faz sofrer. Embriaga de ansiedade. Faz o dia completo. Com os lugares e coisas em preto e branco, e uma porta amarela. É. Amarelo desespero. Em passos largos eu tentaria chegar a essa porta, e ela iria se distanciando… Nesses lugares sem cor, não há você, não há felicidade. E como eu não conseguia alcançar a porta, eu descobri que a tristeza sim, essa tem cor. E entendi mais, ela é um não-lugar, onde não há como se segurar, mas que também não deixa cair.
Sobreviver à guerra de uma forma em que minhas fraquezas me fazem forte. E entender que muito da minha força vem de você, mesmo sem você desconfiar disso. Isso não é ruim, eu não preciso esconder, nem me desculpar, nem disfarçar, nem fingir. Não existem regras para os sentimentos, para o amor, para a vida. E que eu posso sentir como eu quiser, e demonstrar como eu quiser, e contar como eu quiser. Mas que também o meu silêncio vale ouro e é minha proteção. E o que eu não digo faz doer menos o que eu não ouço. Mas os sentimentos transbordam em lágrimas, sufocam em palavras não ditas, embolam na ânsia de chegar até onde não podem. Então eu amo e sofro, rio e choro, acredito e me desespero e espero, espero, espero… E o tempo passa. Devagar. Rápido. Esmagando. Prometendo um futuro que eu não sei qual é. Ou prometendo nada.
E nada não tem medida, como não o têm os sentimentos. Vou continuar a lutar contra a guerra dia após dia, tentando modificar, amadurecer, correr na esteira, escutar as várias músicas que pertencem a uma parte de mim que é sua. E vai ser sempre. Porque eu descobri que mesmo que você não queira, eu não a darei a ninguém. Porque esse outro alguém terá outro pedaço de mim; esse não me pertence mais e não posso pedi-lo de volta. Se venci boa parte das batalhas até aqui foi porque você está vivo dentro de mim. E quando você for embora de vez, terei que aprender a recomeçar. E que a guerra vai ser mais difícil, mais dura, mais longa. Os tiros serão mais direcionados, mas eu conseguirei desviar.
Soundtrack: How You Survived The War - The Weepies
O tempo está passando, e eu, simplesmente, cansei de brincar com as ilusões e sonhos dentro da minha cabeça. Entenda, a culpa não é sua, não é minha. A culpa mora com o tempo perdido e é vizinha do passado. Só no presente, ela se desprende de tudo e lhe leva para caminhar do lado de fora.
Cansei de passar 24 horas conectada em um mundo paralelo e não palpável. Você tinha toda a razão. Não posso mais esperar deitada na cama pela sua chegada, para dormir comigo. Já acostumei a deitar e acordar sozinha de novo.
Cansei de abraçar os meus vários travesseiros.
Cansei de mandar mensagens através de garrafas ao mar, e não obter uma resposta sequer no bico de um pássaro.
Cansei de te esperar debruçada na varanda admirando a lua e a chuva.
Cansei de beber vodka com coca-zero, e lembrar que eu derramei um copo cheio no meu vestido por causa de tantos risos e brincadeiras.
Cansei de escutar os problemas e os traumas do seu relacionamento mal-resolvido. Volte de uma vez se, realmente, ainda a ama ou procure outra que esteja disposta a lutar contra fantasmas e/ou psicopatas.
Cansei de procurar, copiar, receber, traduzir, enviar músicas que compunham uma história de amor que existia no meu coração.
Cansei de gravar um CD para lhe dar, com o seguinte título “How to Survive The War”, porque tem muito a ver com o nosso momento.
Cansei de não me irritar com a sua não-procura, com a sua falta de consideração.
Cansei de usar e abusar da minha imaginação através de textos, poesias, fotos no blog, no flickr, no twitter para fazer você me entender e conhecer o meu mundo.
Cansei de fotografar as estradas por onde caminho para você se sentir ao meu lado.
Cansei de lhe dar carinho e ser apenas sua amiga ou não-sei-o-quê. Vou passar a eternidade com desejo de beijar sua boca.
Cansei de ser paquerada na esquina, quando, na verdade, eu só queria ver a fome nos seus olhos.
Cansei de ser um vagalume, uma joaninha, uma aranha, uma mosca, uma música, uma fotografia.
Cansei de lhe dizer o quanto é amável e doce, e você pensar besteira.
Cansei de controlar meus sentimentos.
Cansei de correr e não sair do lugar. Não vou mais para lugar nenhum mesmo. Vou me concentrar no meu umbigo e no projeto verão.
Cansei de estar sempre em standby.
Cansei de não me reconhecer mais no espelho.
Cansei de ficar fingindo que não me importo. Tudo me importa.
Cansei de me apaixonar por alguém que não existe.
Cansei de espalhar tudo de você pelo vento.
Cansei de guardar tudo de você dentro de mim.
Cansei de ser boazinha, é hora de voltar a ser má.
Cansei de ficar, é hora de ir embora.
Cansei de estar sempre só, e é na linha horizontal da minha solidão, entre a imensidão do mar e da dor que eu encontro você.
Time, is going by
So much faster than I
And I’m starting to regret not spending all of it with you
Now I’m wondering why, I’ve kept this bottled inside
So I’m starting to regret not telling all of it to you
So if I haven’t yet I’ve gotta let you know
You’re never gonna be alone
From this moment on
If you ever feel like letting go
I won’t let you fall
You’re never gonna be alone
I’ll hold you ’till the hurt is gone
And now as long as I can
I’m holding on with both hands
Cause forever I believe
That there’s nothing I could need but you
So if I haven’t yet,
I gotta let you know
You’re never gonna be alone
From this moment on
If you ever feel like letting go
I won’t let you fall
When all hope is gone
I know that you can carry on
We’re gonna see the world on
I’ll hold you till the hurt is gone
Ooooh!
You’ve gotta live every single day
Like it’s the only one
What if tomorrow never comes?
Don’t let it slip away,could be our only one
You know it’s only just begun
Every single day,may be our only one
What if tomorrow never comes?
Tomorrow never comes
Tomorrow never comes
Time, is going by
So much faster than I
And I’m starting to regret not telling all of this to you
You’re never gonna be alone
From this moment on
If you ever feel like letting go
I won’t let you fall
When all hope is gone
Know that you can carry on
We’re gonna take the world on
I’ll hold you till the hurt is gone
I’m gonna be there all of the way
I won’t be missing one more day
I’m gonna be there all of the way
I won’t be missing one more day