Será que existe a possibilidade de você me encontrar? Desde que me perdi em um imenso labirinto de telas, flores e paredes. Há centenas de paredes multicoloridas e brancas neste lugar, com frases escritas em preto, mas não dentro de mim. No labirinto, as coisas parecem fluir suavemente e se misturam ao gosto de mel e ao cheiro de pó de café aromatizado. Dentro de mim tudo flui na dúvida. Entre você e o vazio. E em momentos, tudo se mistura, de forma lenta ou repentina, o que antes era resistência, agora está se tornando desistência. Apesar de tentar entender, sempre me pergunto se ainda espero por uma oportunidade, mas não te encontro mais na tua janela voltada para o outro mundo (essa janela e todo o mundo cabem dentro do meu abraço, do abraço que ainda vou lhe dar). O mundo também cabe dentro de uma ideia ou de um sonho. E quando eu me entrego ao sono, e penso em você, mais sentidos do que racionalmente, o meu corpo te sente tranquilamente.
Você de frente pra mim. Eu estendo a mão até alcançar a sua. Aproximo o corpo e o sinto me enlaçar pela cintura. Abraça-me bem forte, coloco a mão no seu peito, quero ouvir o seu coração bater na palma da minha mão. Coloco a cabeça apoiada no seu ombro. Ficamos assim, numa dança lenta, eu ouvindo a sua respiração forte, como no dia em que eu não conseguia dormir e você me ligou do trabalho preocupado, tentando me fazer adormecer com a sua companhia.
Não me importa os seus motivos para aparecer e sumir. Não me importa a distância. Eu ainda vou te encontrar, eu ainda o encontro. Em sono. Em sonho. Nas canções que escuto ou nas que você me envia. Aproveito cada possibilidade de te sentir. Dói não poder falar com você todos os dias. Agora só quando é possível, mas enquanto você não vem, eu me distraio com músicas, palavras, amizade, trabalho, cinema, uma palavra que você não encontrará tradução chamada: saudade (maybe, but not exactly, miss you).
Cada música que me envia, eu guardo numa estrela no céu, e numa pasta com o seu nome. E caminho pelas ruas do meu mundo imaginando como é o seu. Se ele caberia mesmo no meu abraço… Meu mundo cabe em uma caixa de doces ou em um beijo no pescoço. Nosso mundo se expande e flui em conjunto, ou isoladamente, ou se combinando com mais alguns outros mundos. Será que você foi mesmo à perfumaria conhecer o perfume que eu uso? Ou gostou de verdade do sabor dos bombons que eu te enviei? Nunca se sinta obrigado a expandir o seu mundo ao meu, eu te quero por inteiro, mesmo da forma complicada que a sua vida é. A gente entende. Ou não. A gente muda. Ou não. A gente foge. Ou não. A gente ama. Ou não. A gente deseja. Ou não.
E o que antes era apenas desejo de prazeres rápidos, agora é algo indizível. O que antes era uma forma de proteção para não me envolver com alguém real, virou um sentimento muito mais forte do que eu consiga controlar. E o que vou sentindo por você vai sendo transposto em quadros, pinto um assim que terminamos de nos despedir. Eu já tenho uma coleção de quadros com a magia dos nossos encontros desenhados por mim em meio a lembranças que cabem no frasco do meu perfume, que eu quero tanto que você sinta essência ao beijar-me no pescoço.
Good night, V.
So.. Sleep, sugar, let your dreams flood in,
Like waves of sweet fire, you’re safe within
Sleep, sweetie, let your floods come rushing in,
And carry you over to a new morning
This is the first day of my life
I swear I was born right in the doorway
I went out in the rain suddenly everything changed
They’re spreading blankets on the beach
Yours is the first face that I saw
I think I was blind before I met you
Now I don’t know where I am
I don’t know where I’ve been
But I know where I want to go
And so I thought I’d let you know
That these things take forever
I especially am slow
But I realize that I need you
And I wondered if I could come home
Remember the time you drove all night
Just to meet me in the morning
And I thought it was strange you said everything changed
You felt as if you’d just woke up
And you said “this is the first day of my life
I’m glad I didn’t die before I met you
But now I don’t care I could go anywhere with you
And I’d probably be happy”
So if you want to be with me
With these things there’s no telling
We just have to wait and see
But I’d rather be working for a paycheck
Than waiting to win the lottery
Besides maybe this time is different
I mean I really think you like me
Uma poesia de Kubo para descrever um pouco sobre as festas em comemoração ao meu aniversário (muitos risos):
Da companheira inseparável! Somente ingratidão…
Que os vapores da noite inda incensavam
Só um banho lava do Louco que dela enamorado
E o pobre de coração amargurado
Enquanto ela se lavando no “sabão”
Apaixonou-se d’uma mulher bela;
Vivia alegre o vate apaixonado.
O beijo, que de uma boca encarnado
Prendeu-me na garganta como escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Já falava o poeta Augusto
Não adianta eu me sentir um puto
Escarra nessa boca que te beija!
As línguas vermelhas que o ar lambe
pulsando e hirto me arrebata,
Como um degenerado psicopata
Imploro-a carente de desejo inane
Ela bêbada de licores, cervejas em avatar
E eu bêbado de sono a esperar
Eu rezando sua presença em agonia
Ela em desfrute, com gays e lésbicas na borracharia
Vêm-me á imaginação sonhos dementes.
Acho-me, por exemplo, numa festa…
Tomba uma torre sobre a minha testa,
Caem-me de uma só vez todos os dentes!
E a figuras espectrais de bocas vermelhas
Tornam-me o pesadelo duradouro… O suor me ensopa
E suplicando com a voz rouca
Peço um beijo em delírio destas bocas…
Como uma lesma em um bolso de camisa
Ela se mostra e promete ficar despida
Desaparece, ignora-me e enquanto o seu corpo nutre
Vejo-me da boca pendurado no bico de abutre!
Kubo Kumeama
Ops! E a festa continua…
Hoje é aniversário da minha grande-mega-amiga, ex-companheira de quarto, ex-companheira de caronas estelares, atual amiga virtual e boicoteira de primeira linha!
Luciana - Musa Louca - Maçãzinha - Lady in Red - Apple - Assassina Vermelha - Tutuca - Lu - Luzinha - Lucy - Love Letters - Neném - Rosa do Jardim
Foto de 8 anos atrás. Continuo a mesma menina.
[ Sou Assim ]
Sou assim sou sem cultura.
Sou, talvez, cabeça dura, não entendo o sofrimento.
Não temo a noite escura, sou tal qual uma escultura.
Sou talhada pelo vento.
Fui tragada pelas águas, sepultada pelas mágoas.
Fui queimada pelo sol, sou rio que no mar deságua.
Sou terra que a chuva enxágua, dos oceanos sou o atol.
Sou neve das cordilheiras, sou espinho, sou roseiras.
Sou brisa, sou vendaval, sou a natureza inteira.
Sou verdade, mentira, besteira.
Sou ouro-prata-cristal.
Sou sorriso de criança, sou os passos de toda andança.
Sou o paraíso-sem-fim.
Sou até tua esperança, onde tua vontade descansa.
Desculpe amor, SOU ASSIM.
Guarde na memória o aroma das flores, garoto. Se, por sorte, houver entre os seus, alguém com ares de jardim. Chegue perto e colha algum sorriso. Enterre dentro de si abraços, beijos; mesmo os imaginários – não construa cercas entre o toque e a fantasia. Deixe os primeiros passos criarem raízes, mesmo que pareça que te prendem ao chão. Saberá depois que serão esses passos o teu ponto de partida: o teu impulso para a vida toda. Lembre das lesmas que você catou e pôs no bolso quando mal sabia andar, do teu olhar que via o vermelho e o negro apenas como diferentes até que alguém lhe mostrasse o sangue ou à noite.
Haverá gente flutuando a teu lado. Gente sem amarras, soltas no vazio de querer tudo sem saber por quê. Gente correndo por todos os lados – gente que até parada parecerá correr. Não se assustarão com teu olhar atônito. Em toda esquina haverá um pedestal em que muitos desejarão subir para enxergar mais longe, mas suas cabeças, curiosamente, estarão curvadas e os olhos presos ao umbigo por uma fita cravejada de lantejoulas.
Guarde na memória os besouros que você viu lutar, a pomba esmagada na estrada e o cachorro com a cadela e o barulho deles, e o cheiro deles, a cor, a vida. Lembra daquele vagalume que você, um belo dia, viu brilhar. Mas que morreu sufocado no seu jarro. Haverá bichos virtuais de toda espécie, mas ninguém poderá te convencer de que há um chip no teu coração e que basta um clic para te tirar do abismo. Ame o abismo. Ame qualquer coisa que te tire de um labirinto puro demais, limpo demais, seguro demais, com cheiro de hospital. Entregue-se ao que te empurra à vida. Role na grama sem prestar atenção às meninas de sapatos de plástico cor-de-rosa dizendo “ui”.
Haverá mentores – mulheres, homens, crianças, amigos, inimigos, ídolos, livros, personagens, tombos, melodias. Haverá os que proclamam bibliografias, os que condenam a derrota, o suicídio, à desistência. Estes talvez apareçam com os pulsos cortados ou intoxicados em algum beco sem saída com o qual não contavam. Muitos parecerão sábios – ilustrarão o próprio ser com referências coloridas, epígrafes de neon, calçarão as últimas tendências em aforismos, serão chamados cultos. E essa cultura lhes será tão cara que estampará seu caráter - uma vitrine - com uma plaquinha em baixo: não dôo, não troco, não vendo, não insista. E essa cultura não terá jamais o sabor dos sorrisos que não colheram, e que ficaram em algum lugar, perdidos, esperando a contracena.
Sentada diante da porta, ela espera por um novo tempo que virá. As mudanças em seu corpo são visíveis por todos, menos para ela. Para ela nada importa apenas aquele olhar triste e distante que ela não consegue mais alcançar. Em que momento desse ano ela se perdeu no caminho? Talvez em nenhum, talvez nunca tenha existido um caminho. Só uma pequena trilha criada pela sua mente para libertá-la da prisão a qual foram os seus últimos anos. Viver algo novo, tão novo, que lhe parece tão amargo e tão antigo, como os malditos romances impossíveis que ela conhecia tão bem.
Com alguns anos a mais nas costas, ela continua com os seus projetos, ou o que ela pensa que são projetos. Acorda, conversa, se movimenta, vai para o trabalho, ama e se mantém firme no jogo do dia-a-dia. Quem sabe no próximo ano ela não esteja escrevendo notícias de uma Musa Louca que mora em Luanda? Então, para que conhecê-la agora? Se daqui a alguns instantes ela pode não fazer mais parte da sua rota? Você continua não acreditando, mas esse dia está mais perto do que imagina. E quando você menos esperar, num dia ela estará lhe abraçando em cumprimento, e no próximo, pode ser um abraço de adeus.
A questão física de corpo ou espaço, definitivamente, não é relevante nesse momento pra ela, se na essência mesmo, na droga da essência, ela continua a mesma tola-sentimental-criança-velha-rabujenta-chata-louca-garota. Gostaria que você conseguisse pará-la. Olhasse nos olhos dela e a mandasse acompanhar os anos que têm nas costas. Que a mandasse ler novamente o livro de histórias tristes e felizes que carrega na mochila diária. Pro trabalho, pra academia, pelas ruas de uma cidade, que ama, mas que poderia ser qualquer outra. Porque em qualquer lugar que está, a essência dela não muda. Na droga da sua essência, ela vai fazer amigos num piscar de olhos, vai continuar sorrindo que nem uma boba só porque o dia amanheceu bonito, e conversando com qualquer pessoa que se aproxime e lhe conte toda a sua vida no supermercado, no banco, no semáforo, por aí.
E o pior da essência dela, talvez, seja a parte que você mais goste: a imaginação.
Soundtrack: Everybody’s Changing - Keane
“but everybody’s changing and I don’t feel the same”.
I saw the video with Marios Frangoulius. But I prefer this song in a old version and with this clip. It’s looks like me and you.
Especially the part that she was with the lost eye.
Ya no estas mas al mi lado corazón
En el alma solo tengo soledad
Y si ya no puedo verte
Que poder me hizo quererte
Para hacerme sufrir mas
Siempre fuiste la razon de mi existir
Adorarte para mi era obsesión
Y en tus besos yo encontraba
El calor que me brindaba
El amor y la pasión
Es la historia de un amor
Como no hay otro igual
Que me hizo compreder
Todo el bien y todo el mal
Que le dió luz al mi vida
Apagandola después
Ay que vida tan oscura
Sin tu amor no viviré
Ya no estás mas al mi lado corazón
En el alma solo tengo soledad
Y si ya no puedo verte
Que poder me hizo quererte
Para hacerme sufrir mas
Es la historia de un amor
Como no hay otro igual
Que me hizo compreder
Todo el bien y todo el mal
Que le dió luz al mi vida
Apagandola después
Ay que vida tan oscura
Sin tu amor no viviré
Ya no estas mas al mi lado corazón
En el alma solo tengo soledad
Y si ya no puedo verte
Que poder me hizo quererte
Para hacerme sufrir mas
. Sumários – Deixei meu corpo essa tarde na mesa de massagem, estou caminhando apenas com o espírito (ou o que resta dele), de tanta dor que eu senti! Aproveite o feriado em Soteropólis por mim! Descanse também! O trio todo não pode ficar doente.
. Paulinho – Mais uma vez obrigada pela poesia, essa eu realmente não esperava.
. Ttirus – Como diria a letra da música de um amigo: “Essa tristeza me mata, essa tristeza me pega quando estou certo do que vai ter no meu mundo, o teu sonho, o teu vício e tudo o que vai em tua alma que o meu espírito não pode entender” (Tristeza, Theatro de Seraphin). Se cuide, pare de beber, volte a correr.
. Tila Tequila – Wait for me. I am preparing myself to dance together. Always remember: “And you live, and you try. I could never find another. If you walk me to the car park, I won’t go. And we live, and we try. Live was hard on us between us. I will love you, I won’t let go. We are one” (Undercover, Pete Yorn).
. Bartolomeu – Sailor, stop the boat! It’s here, the ideal place. I want to explore the sea in this place. :p
“And when you’re feeling empty, keep me in your memory, leave out all the rest” (Leave out all the rest, Link Park). Take care yourself and don’t forget where is my mind.
. Sobre o dia 12 – Feliz Dia dos Namorados para todos!
. E no dia 13 – Feliz 57 Anos de Casados para os meus avôs! E Feliz Aniversário, Ninha!
Meus presentes de aniversário já começaram a chegar.
Não sabia o que uma foto minha poderia despertar!!
Obrigada Paulinho! Lindo demais
Inverno
Neve que aquece meu corpo
Com tua pele branca e fria
Com teus lábios vermelhos pálidos
Que orquestram uma voz doce, meiga e infantil
Toma por inverno minha alma
E deixe inóspita minha vida
Fogo do frio que me cala
Quebra o gelo do amor
Que veraneia e meu peito
Faça com que brote em flores
Primavera em meu coração nascente
Acabe o inverno da minha tristeza
E traga o inverno do meu amor
Acabe o inverno da minha tristeza
E traga o inverno do meu amor
Soundtrack: Jeito de Mato - Paula Fernandes e Almir Sater
# Theo Says:
Maio 17th, 2009 at 20:41
Of where it is that it comes these so sad eyes?
It comes of the grassland where the sun if lies down.
Of the land muff that your back arranges.
E sleeps calm, in the night watchman and dreams.
Of where it is that it jumps this voice so smiley?
Of the rain that teima, but the sky rejects.
Of the weeds, the fear, the tristonha loss.
But, that the sun rescues, arde and delights.
It has a rock road that passes in the farm.
It is your destination, is your footpath, where they are born with the songs.
The storms of the time that mark your history Fire that burns in the memory and lights the hearts.
Yes, of your feet in the land flowers are born.
Your aplaca soft voice pains E spreads alive colors for air.
Yes, your eyes they leave waterfalls.
Seven lagoons, honey and tricks.
Foam, waves, waters of your sea…
Se quer me matar de coração, venha aqui e enfie uma faca, é bem melhor do que por e-mail.
Você tem noção que me deixou desesperada? Não pelo resultado proposto, porque eu tinha certeza que não iria acontecer, mas pelas besteiras que você poderia fazer e ficar seriamente machucado.
Do hamster que mora em um hotel de plástico e luxo na sua estante.
Do bichinho exótico que quando você não tem nada para fazer, você alimenta e brinca com ele.
Do roedor que quer se tornar um caçador, um gato.
Do ser vivo que precisa te olhar apenas como outro ser vivo qualquer ou apenas como um amigo distante.
Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar…
Quando tudo a sua volta parecer chato, repetitivo, burocrático, preto, branco e cinza. Quando as pessoas lhe disserem que há nuvens pesadas no céu e o clima frio não irão mudar. Quando a umidade se infiltrar na sua cabeça e mofar os seus pensamentos. Quando não encontrar nenhuma solução para aquele seu enorme problema. Quando a solidão bater em sua porta e pedir um quarto. Quando a impressora engolir um monte de papéis em vez de um só. Quando nenhuma música tocar mais os seus sentimentos. Quando você tiver vontade de sair correndo do trabalho, em vez de ficar sentado fazendo dez coisas ao mesmo tempo. Quando não houver mais nenhuma esperança para o seu coração…
Deixe-me tentar te alcançar e segurar a sua mão. Prometo não machucar. Vou levá-lo para conhecer o mundo ao meu redor. Outros mundos também. Como aquela famosa volta de bicicleta pelos anéis de Saturno? Ou que tal um piquenique na Lua? Ou tomar um sorvete magnum sentados na areia da praia de Ondina? Ou uma água de coco no Porto da Barra? Ahn?
Vem… me dá a sua mão. Deixe o meu amor te curar. Você não precisa ficar aí quieto, segurando a barra da saia do meu vestido. Vem, eu invento histórias para dormir e te ensino a contar lobos em vez de carneiros. Faço desenhos estranhos nas suas costas e te mostro a sombra da minha silhueta na parede do meu quarto, ainda azul com estrelas fluorescentes. De vez em quando, na hora do almoço, nós escapamos do monstro que engole papéis, e vamos comer qualquer coisa, em qualquer lugar, contanto que possamos estar com o olhar perdido um no outro.
Vem… me dá sua mão. Deixe o meu amor permanecer com você. Vê-lo adormecer e sussurrar no seu ouvido “boa noite”. Beijar a ponta dos dedos da sua mão e toda a sua face, assim que me der um sorriso. Aproveitar bastante enquanto há nuvens pesadas no céu, para tomar vários banhos de chuva. Pode ser no meu quintal, risos. E, sim, todos os dias eu continuo olhando a minha caixa de e-mails, esperando para saber qual a música você está escutando no momento. Será que você consegue se conectar aos meus sentimentos?
Soundtrack: Let My Love Open the Door - Pete Townshend & Cola mix
Soundtrack: Let My Love Open the Door - Pearl Jam - Pete Townshend cover - 1995