Remember that piano
So delightful unusual
That classic sensation
Sentimental confusion
Used to say
I like Chopin
Love me now and again
Rainy days never say goodbye
To desire when we are together
Rainy days growing in your eyes
Tell me where’s my way
Imagine your face
In a sunshine reflection
A vision of blue skies
Forever distractions
Eu quero um cachorro. Quem tiver um filhote e quiser me dar, eu estou aceitando, com o coração cheio de amor, esse presente. Quero um cachorro, não um namorado. Eu sou uma quase balzaquiana feliz da vida, e quero um cachorro para as minhas caminhadas e para o meu dia-a-dia. Namorado pode até aparecer aos montes nas esquinas, assim como os vira-latas. Mas eu quero algo especial, diferente, um filhote, um filhotinho de cachorro, de qualquer raça ou sem raça alguma, de preferência macho, para eu educar e encher de manias. Assim como eu e meu papagaio somos cheios de manias.
Eu quero um cachorro, não um namorado. Porque nos dias de domingo e chuva, vamos ficar os dois deitadinhos na cama, eu lendo livro e ele roendo um osso de borracha. Ele vai ter várias roupinhas e acessórios, porque a mulher de meu pai tem uma confecção para cães e eu fiz um logotipo lindo pra ela. Posso pedir o pagamento através de roupinhas para o meu cãozinho. Não vou enchê-lo de parafernálias, apenas o suficiente para ele se sentir garboso e amado. O meu cachorro vai ser muito muito muito amado. Porque a mamãe dele é uma pessoa que ama de verdade, e tem muito amor em seu coração. Principalmente quando se trata de amor com os animais, não com os namorados. Os homens são muito complicados e infiéis, só querem saber de sexo casual e nada de relacionamentos sérios. Já os cachorros… são fiéis a quem lhes alimenta e lhe enchem de carinhos. No momento, eu sou muito mais a ter um cachorro do que ter um namorado.
Eu odeio o modo como você me encontrou e porque começou a falar comigo. Trabalhei na mesma empresa que você trabalha, e deixei alguma referência no blog sobre ela, sim, sempre a mesma empresa que faz as pessoas ainda me procurarem.
Eu odeio o modo como você escreve e tudo o que li sobre o seu passado através do seu livro. Porque assim você me deu espaço para conhecê-lo profundamente e me encantar por Travis. Eu ainda vou corrigir, formatar e escrever um lindo prefácio pro livro, você vai ver. Mas vou fazer tudo por Travis, não por você.
Eu odiei o momento que você me conheceu porque foi exatamente um mês depois que a minha vida virou de cabeça pra baixo e o meu avô estava no hospital. Lembra? O seu livro me fez companhia durante toda madrugada a qual fiquei acordada zelando o quase sono do meu avô.
Eu odiei o modo como me fez tremer numa das primeiras vezes que me ligou, na hora do almoço, eu quase deixei o prato cair no chão.
Eu me odiei por colocar tantas expectativas em cima do cara legal que eu estava conhecendo enquanto você queria… O que mesmo, Sr. Engenheiro? Racionalizar no deserto. Risos.
Eu odeio a bagunça do seu quarto, o exagero na musculação para manter os ombros largos e o fato de você gostar de bandas e estilos musicais que eu só ouviria se ainda fosse adolescente.
Eu odeio como você torna a distância de uma hora de uma cidade para outra, uma coisa surreal, como se eu morasse há um oceano de distância de você.
Eu odeio o modo como me afastou e me fez esquecê-lo, me fez jogá-lo rapidamente num cantinho da minha memória. E quando você quer, reaparece como nunca tivesse ido embora.
Eu odeio as surpresas que me faz. Como as fotos das flores na casa do seu pai, a máscara de super-herói na cara feita de pomada branca e de quando era uma criança punk.
Eu odeio quando me chama de “cabeção”, e eu retruco te chamando de “docinho”. Até que você esquece e termina trocando, me chamando de “docinho” também.
Eu odeio o modo indiferente que me trata. Procura sempre criar uma enorme barreira entre nós. Não se preocupe, nunca pretendi ultrapassá-la. Eu respeito o seu medo de mim.
Eu odeio você. Porque nesse momento está bem perto fisicamente, morrendo de medo de me encontrar e de se apaixonar perdidamente por mim.
I’ve given up, I’m giving up slowly
I’m blending in so you won’t even know me
Apart from this whole world that shares my fate
This one last call that you mentioned
Is my one last shot at redemption
‘Cause I know to live, you must give your life away
And I’ve been housing all this doubt
And insecurity
And I’ve been locked inside that house
All the while you hold the key
And I’ve been dying to get out
And that might be the death of me
And even though there’s no way in knowing
Where to go
Promise I’m going, because
I Gotta get outta here
I’m stuck inside this rut that I fell into by mistake
I Gotta get outta here
And I’m begging you
I’m begging you
I’m begging you to be my escape
Soundtrack: Be My Escape - Relient K (só consigo me lembrar de você quando a escuto).
meus versos soltos me acompanham na madrugada, como anjos alados, em meus deleites.
meus passos invisíveis me acompanham pelas ruas da cidade, como poças d’água depois de uma tempestade, marcando meu território.
minhas fotografias me acompanham pelo olhar, como sonhos espalhados pelo vento, quadros em aquarela que eu deveria pintar.
meus beijos me acompanham, como pérolas guardadas, esperando você mergulhar em mim.
Dancing shoes
On the wall above your bedside
Saw it all as we performed
our pirouette
Fleshes fused
As the flicker of the candles
Threw upon the wall a
single silhouette.
Tu es dan ma coeur et dans ma t?
Dancing shoes
We have loved on distant beaches
Where the winter never reaches
There we fell
Dying swan
On the dawn you danced before me
Though your eyes were dark and stormy
I stood still.
Qui peut dire le faux et le r??
Dancing shoes
Though the distances divide us
There’s a paradise inside us
We can’t lose.
Me and you
Dance a ‘pas de deux’
Forever
And I pray you never
Shed your dancing shoes.
Voltei para as minhas aulas de SwáSthya Yôga, do mestre DeRose, com a professora mais linda e doce que eu conheço.
Tô adorando.
Namastê. [नमस्ते], [nʌmʌsˈteː]
Saí de mim a procurar o mar. Ele que torna o mundo límpido e maleável. Era de água meu corpo. E a luz solar e a do luar acendiam a infindável aventura. Nenhum tempo existia nas ondas conformando esses momentos que um infinito verde repetia. E o mar dizia em seus murmúrios lentos:
- És estranha, menina. Em tua entrega um novo entendimento me acrescenta. Teu corpo é meu, por ele me carregas na consciência de mim em que me aumentas e somos um no mesmo movimento.
E eu respondia ao mar que no universo para amar é preciso ficar dentro do que se ama, a entender o seu inverso.
E seguimos. Em calmas, tempestades, vibrei dentro dos nervos das correntes com a alma nas mares de claridade mergulhada em auroras e poentes. Que intensas maresias eu respirei dia e noite! Com o rosto diluído bebi o som, ouvi a cor, plasmei de um só sentido todos os sentidos.
Nenhuma espada humana penetrava em carne líquida a conter estrelas em cujo brilho o céu se desmanchava. Sustentei e ergui longos navios pelas pontas dos dedos. Renasci os tristes afogados que em mim incorporaram. Não olhos, mas o olhar em que resiste a sensação da vida que deixaram.
Beijei distâncias, logo familiares, nos músculos de peixe meus gestos livres, possuí as penínsulas, altares da terra para o mar. No azul aberto, eu saciei as gaivotas mais selvagens, subterrânea paisagem entre as praias. Fui secreta a princípio e no fim das viagens. No horizonte onde a luz da cor desmaia, redescobri montanhas de esmeralda a iluminar um outro mar que eu via e aprendia em minhas mãos, com redes de alga. E o olhar, a configurar o que eu sentia, transformou-se em espumas, sal e ventos por onde a água respira. E fui resposta em todo cais deserto e sem alento, trazendo-lhe a esperança em que se acosta a fé dos marinheiros indomáveis, a invadir o futuro. E não havia apelo ou solidão irremediável para mim. E uma voz me repetia:
- O teu contato é leve e sem dano, me abandono, nas ondas me refaço, me encontro em ti, renasço tão humano, uma criança encantada em teu abraço.
E eu respondia ao mar chorando, o mundo a deslizar-me pelo rosto:
- Ó mar és meu amigo.
E assim, no mais profundo de mim, unida ao mar, fui vislumbrar a intensidade. E a retornar a terra, pude entender por dentro a contextura das magias. E nunca mais, e nada altera o sonho dessa minha aventura marítima.
Tenho fantasia com homens de gravata. De ternos escuros. Camisas claras. Não me importa as listras. O que me importa é o conjunto ali parado. De pé. Basta alcançá-lo em poucos passos. Abro os botões do paletó e mergulho num abraço. Contornando os meus braços por dentro. Tocando a camisa na barriga. Sentindo me protegida e aquecida. Fazendo parte daquele corpo. Do todo.
Mesmo depois de ter passado em tantos lugares, conhecido e conversado com tanta gente, viver rodeada da família, ser bastante comunicativa (quem me conhece sabe que converso até na sinaleira, e que atraio pessoas), eu nunca me senti, assim, um bocado sozinha. Devo confessar que não é pior do que estar com alguém e se sentir da mesma forma, mas, ultimamente, isso anda demais, me tomando a alma.
Tenho pensado muito na minha mãe, e sonhado com ela. Conversamos bastante nos sonhos, e engraçado, como parece ser tudo tão real. Tudo tão palpável. Consigo até imaginar o cheiro dela. Ando sonhando também com outras pessoas, umas pessoas impossíveis, lugares onde nunca estive. Constantemente sonho que posso voar ou com o fim do arco-íris, mas não é agradável estar lá. Não existe o pote de ouro, nem um duende ou anão, apenas o fim de tudo. Como imagino que seja o fim. Com grandes muralhas brancas perdidas no deserto. E a sensação de vazio dentro do peito.
Ontem eu senti essa sensação quando você me falou o que eu pedi que me dissesse. Vazio. Tela em branco no Adobe Photoshop. Não foi nada agradável. Nem ver a sua reação após ter falado. Mas, eu entendo. Juro que entendo. Misturei os seus problemas com os meus e explodiu tudo, ontem de noite. Não queria brigar com você. Sinto Muito.
Lembrei que eu preciso fazer de uma vez a minha tatuagem do Coringa com a frase “I started a Joke”. Mais do que nunca. E também a da maçã. Talvez, uma do arco-íris, para me lembrar do vazio. Sonhos constantes. Sonhos que me acompanham há anos. E por muitos anos, tudo que eu quis, foi morrer. Do que permanecer no vazio.
Eu não preciso te contar que eu já morri um milhão de vezes, porque você também já morreu tanto ou mais vezes que eu. O importante é que nascemos de novo, com cicatrizes, claro, mas nascemos. Sorrimos e choramos, gritamos e passamos a fossa ouvindo músicas melancólicas.
Mas o que eu quero deixar claro pra você é que eu não te amo. Ainda não te amo. Eu preciso te tocar, te cheirar, de sentir por completo. Eu realmente preciso encontrar com você. É o que eu mais quero no momento.
Eu ainda não te amo, mas eu já amo a pessoa que eu sou quando estou com você.