A melhor música de todos os tempos para exprimir o que vou sentir quando lhe encontrar. E Daniel, por favor, converse comigo como se estivessemos dentro de um filme do Woody Allen. Eu preciso de diálogos do Woody Allen em minha vida.
Soundtrack: Be My Baby - The Ronettes
The night we met, I knew I needed you so
And if I had the chance, I’d never let you go.
So won’t you say you love me,
I’ll make you so proud of me.
We’ll make ‘em turn their heads every place we go.
So won’t you, please, (be my, be my baby)
Be my little baby, (my one and only baby)
Say you’ll be my darlin’, (be my, be my baby)
Be my baby now, (my one and only baby)
Wha-oh-oh-oh.
I’ll make you happy, baby, just wait and see.
For every kiss you give me I’ll give you three.
Oh, since the day I saw you
I have been waiting for you.
You know I will adore you ’til eternity.
So won’t you, please, (be my, be my baby)
Be my little baby, (my one and only baby)
Say you’ll be my darlin’, (be my, be my baby)
Be my baby now, (my one and only baby)
Wha-oh-oh-oh.
So come on and, please (be my, be my baby)
Be my little baby, (my one and only baby)
Say you’ll be my darlin’, (be my, be my baby)
Be my baby now, (my one and only baby)
Wha-oh-oh-oh.
(Be my, be my baby), Be my little baby.
(My one and only baby), oh,
(Be my, be my baby), oh,
(My one and only baby), wha-oh-oh-oh-oh.
A insônia me mima todas as madrugadas. Permanece do meu lado calada, enquanto escuto a sua respiração atrás do meu ouvido. Então você se aproxima e tenta aplacar a nossa comunicação. Tenta substituí-la de uma forma mais interessante. Mais gostosa. Brinca comigo do outro lado da tela de 15.4 polegadas. Ligo a câmera. Sou só boca. Só travesseiros. Só sorrisos. Mas para que tentar enganar? Prefiro ficar sozinha com ela. Ela me faz ter novas idéias, planos e estratégias de futuro. E não quer conquistar o meu território, como você quer.
“Cause’ I know you care
And I’ve grown so tired of not being there.
And I know you care
So I’m cutting off familiar happenings.”
Você me cobra atenção. Desejos. Vontades. E isso me soa tão familiar. Cobranças desse tipo sempre me soam familiar. Preciso mais do que nunca da minha individualidade, do meu egoísmo e da minha força de vontade. Para fazer apenas o que me passa pela cabeça. Se for para eu ir aí te ver, ótimo. Se for para eu ir aí te beijar, já não sei. Tenho várias decisões importantes para tomar. Rumos diferentes a seguir. Outra conexão errada não vai me ajudar a desempatar o meu destino.
Estou cansada de agir sempre da mesma forma. Pensando mais em você do que em mim. A melancolia bate sempre a minha porta, e eu a espanto. Sabe por quê? Gosto demais de mim agora. Gosto demais da minha vida. Sou independentemente feliz. E isso é muito bom pra mim, muito bom pra nós dois. Então você fica onde está, preso no seu mundinho. E eu aqui no meu. Balanço a mão, te dou adeus. Desligo a câmera, vou rebolar no quarto. Não me importa se você vai voltar a falar comigo. Voltar a sonhar comigo. Desligo a câmera e finalmente consigo dormir.
Um pouco de calor e muito, muito sono, uma garrafa de vinho e Massive Attack no notebook deitado na cama. Calor. Ligo o ventilador e me tranco com alguém no quarto. E passam-se dias, não sei mais. Calor. E eu me tranco no banheiro com uma taça de vinho. Ainda escuto os ruídos das músicas atravessando as portas. Eu tiro o esmalte das unhas. Quase bêbada. De sono. De nada. De nada mais. Acordei gritando. Acordei suavemente me enroscando na ligação. Acordei com o despertador e me espreguicei e virei para o outro lado. Não acordei e falei no telefone. Uma tentativa, um deslize, não, eu não devia - tecer situações, costurar o calor e o banho e o que em parte. Em parte, não é real. As pessoas são reais, os projetos são reais, eu não. Uma caneca de chá. Uma agulha. Uma animação para criar. E um café. Você lá na chuva. Eu aqui, não estou realmente - para variar.
Voltando ao quarto, novamente me tranco, ouço vozes – trabalhei na animação bêbada. De sono, estou a mais, um pouco, organize as palavras. Desfaça a linha de tempo. Não faça disso mais um amontoado incompreensível de dias, e passam-se. Sem tempo. A sua voz se enroscando no fio. Frio do telefone. Acordei com outra voz, rouca. Acordei com o barulho. A casa estava silenciosa, ninguém estava mais lá. A voz no telefone. Transforme isso, transforme-se em outra: eu. Eu na verdade escuto ele falar de mim - conhece? Já tinham me visto. Em outros lugares. Não faça disso mais um amontoado, diga logo a que veio - digo: o calor, o banho, o sono e o quarto, a cama e o chão, o som e as velas - o que falta?
“Meu relógio está parando constantemente. Do que você está falando, aliás? Ah, sim, de sinceridade.” Cenas de um casamento - Bergman
Inventando. Não há contornos. Nem revelação. Não há fotografias. Nem cenários? - sim, o banheiro à luz de velas com uma taça de vinho e esmalte sobre a pia, os livros espalhados no chão do quarto, o ventilador girando e a garota deitada nua na cama enrolada sobre o lençol. Há também o notebook desmaiado na cama, tentando compilar a animação de uma vaca amarela e botões de menu. Eu estou congelando, obviamente, o que falta? Congelando - a voz no frio tecendo sonhos. Acordei com a garrafa quase vazia, e nenhuma dor. Sonhos se enroscando. Banho quente. Saí do quarto. Estou indo para lá.
Do vinho ao Massive Attack - eu quero segurança imaterial, envolver-se em. Levada. Ser levada ao licor com chocolate e a torta de pêssegos. E mais loucura. E menos um dia. Falei de passados - não devia? Falei. Não devia é escutar alguém me dizer que o mundo nada mudou e que sou imatura e utópica. O mundo nada mudou e devo mudar. Devo mudar? Imatura e utópica. Escrevo minhas imaturidades. Vivo minhas utopias. Tiro utopias da imaturidade. Da minha vida, escrevo. Eu. Dar-se. Embebedar-se. Calda de pêssego. E amanhece com um sol forte lá fora. Terminar os projetos. Entro no quarto. E termino a garrafa de vinho. (em parte, não é real) Envolver-se em.
Passados - ex namorados, ex-marido. Presentes - palavras, encoste-se a meu peito. Isso me acalma, ouvir, dançar e palavras. Cética e imatura. Utópica e cética - embebedar, dar-se, ouvir-se, falar a todos. Ler. Lia enquanto ele me abraçava.
sonhos dormem com a lua
noite nua, noite nua
há de ascender-se no véu…
todas as noites, após eu tomar banho e deitar coberta com meu edredom de flores multicoloridas, eu sinto as suas mãos no meu corpo. escorregando por baixo do cobertor. alcançando de leve os meus pés. apertando os meus calcanhares e subindo devagar. toque macio. beijo suave entre as minhas pernas. tudo com muita calma.
o que vai pela rua
feito chuva, feito chuva
o que vem lá do céu?
você se deita ao meu lado, me acaricia o rosto e me chama de meu bem. de cima para baixo as suas mãos tocam meus lábios. meu pescoço. sempre descendo. percorrendo incansavelmente alguns pontos estratégicos do meu colo. dos meus seios. devagar. aperta. eu deixo. desce mais pela minha barriga, segura na minha cintura. passa a mão pelo meu umbigo. coloca a mão inteira entre as minhas coxas. aperta assim. sentindo-a toda. e desce lentamente escorregando as mãos até os meus joelhos. e quando você abri-los, empurra o seu corpo para cima do meu. aperta meu quadril. ajeita-o embaixo de você.
não é Deus não é nada…
essa tristeza me mata. essa tristeza me pega quando estou certo do que vai pelo meu mundo. o teu sonho. o teu vício. e tudo o que vai em tua alma que o meu espírito não pode entender. entender…
desperto meus instintos e viajo pela música, pela noite, pela companhia e pelo vento em minha pele. a razão está lá fora. fora da porta do quarto. e sou tomada de instinto. tento me controlar, consigo e não consigo. você me assusta e me toma, me devora e me acalma. o que me acalenta é que depois de tudo isso, consigo tê-lo um pouco dentro da minha alma.
Gostaria de não ter lido um pouco da sua alma hoje. Sinto-me tão frágil, tão cansada e com várias noites sem dormir em cima das minhas olheiras nesses dois últimos meses. Desaprendi a dormir sozinha. E o pedaço da sua alma me fez companhia durante todo o plantão. Fiquei tentando imaginar o que aconteceu contigo em cada episódio, em cada momento dos quais você parava e deixava as palavras escritas irem escorrendo sob as suas mãos.
Não posso ser a sua aeromoça, Travis, que dirá enfermeira. Passeei com o paciente a noite inteira pelo hospital. Descobrimos vários caminhos diferentes por corredores gigantescos e portas que não davam em lugar algum. Tudo porque queríamos encontrar o portão para o jardim encantado. Tudo porque sou uma tola que o mimo demais, faço massagens com hidratante em suas costas ressecadas e todas as suas outras vontades. Passeamos de mãos dadas, e ele disse que sentia a minha falta. O apelido Tutuca, o qual você me chama, vem dele. Só ele que me trata assim.
Pensei tanto em você, Travis. No quanto você ficaria surpreso com o meu equilíbrio em segurar o prato e falar contigo no celular em pleno restaurante a quilo. Eu me arrependi de desligar, tanto que acabei não comendo quase nada das 259 gramas que coloquei no prato. O fato é que eu preciso te conhecer melhor, antes de aceitar o convite para uma vodka à noite e sucrilhos pela manhã.
Tenho medo de voltar a me apaixonar, Travis. Principalmente, depois de ler um pedacinho de seus circuitos. Você bem que poderia desenvolver um mecanismo em mim contra a paixão, contra o amor, não é? Assim, tudo na minha vida seria mais fácil, e eu me entregaria nos seus braços sem medo de nos machucar.
[ Recado Direcionado ]
Eu só li o texto da “troca de mensagens” de madrugada, senão eu nem teria mandado todas aquelas ontem à noite. Desculpe. Mas, foi o único meio que achei para me comunicar, por isso que hoje de manhã eu mandei tudo condensado em uma só.
Ela subiu naquele heliporto pela segunda vez na sua vida. E pela segunda vez, sentiu-se pequena e surpresa com a força da gravidade. Parecia estar sendo dragada para baixo, como se tivesse um ralo gigante embaixo dos seus pés, como se alguém a estivesse puxando para deitá-la no chão. Mas, agora que ela já havia pulado de pára-quedas, ela percebeu que a força era menor, controlável, e conseguiu facilmente equilibrar os pés e as pernas desta vez.
Era uma delícia a sensação de ter os cabelos e o corpo acariciados pelo vento. Ver aqueles vários pontos de luz aglomerados se perdendo no horizonte. Aquele friozinho na barriga, como se a aventura da noite, fosse se confundir com todo aquele cenário e com todos aqueles sentimentos no seu peito.
Ela se sentia livre, plena, plenamente livre, sem mágoas, sem dor. Podia abrir os braços agora e morrer ali mesmo. Naquele cenário. Não importando o que estava ainda dentro de si. O que carregava, crescia e germinava dentro de si. Aquilo tudo iria embora, passaria em apenas alguns meses. E o que nasceria seria uma fênix, um pássaro vermelho sem rumo, que voaria até descobrir o seu verdadeiro lar.
Depois de dar mais alguns giros em sua volta de braços abertos. Respirou bem fundo. E desceu a escada decidida sobre o seu destino.
Parecia que eu estava assistindo as respostas para os meus questionamentos. Ele foi atrás de vingança, e eu precisava ver com os meus próprios olhos que aquilo não ia dar em nada. Como sempre as pessoas se enganam, achando que ao machucar a outra, ficará com o seu coração em paz.
Assim como Bond, eu deixei o colar cair das minhas mãos e tudo o que restou ficou para trás. Fiz isso com as alianças e com todas as lembranças que um dia eu pensei em guardar. Para que pensar em vingança? Para que pensar em retorno? O mundo está aí girando sem parar, ninguém é insubstituível. Nada na vida acontece por acaso. E para simplificar melhor as coisas: a fila anda… “Next!”
Soundtrack: Another Way To Die - Alicia Keys & Jack White
“A door left open
A woman walking by
A drop in the water
A look in the eye
A phone on the table A man on your side
Oh, someone that you think that you can trust
Is just
Another way to die “
“Cadê tutuca? Ela já chegou?”
Como se eu fosse a sua tábua de salvação, o seu conforto, a cavalaria vindo ao seu encontro para acudi-lo. Assim que soube, corri para o hospital (mil vezes obrigada, Benny) com o coração na boca. Só me tranqüilizei depois de horas de conversa, e de vê-lo aparentemente bem e sem dor. Fiquei ouvindo as suas histórias dessas últimas semanas que fiquei afastada do que acontecia na minha casa, e os ditados populares mais diferentes e corretos que ele possui para cada situação. Estou aqui no trabalho, torcendo muito para que os exames não acusem nada de grave.
Pois só ele, o meu avô, o amor da minha vida, é capaz de tornar os apelidos “Tutuca” e “Neném” os mais charmosos de todo o universo.
É amanhã! Estou contando as horas, os minutos e os segundos. Sou apaixonada pelo filme, por Daniel Craig, pela história do espião mais famoso e sexy do mundo. Já comprei até os ingressos para a estréia. E amanhã eu não sei nem se vou conseguir respirar de tanta emoção!
Como num sonho você me leva de carro para os antigos caminhos do passado. Deita-se em meus braços e me transporta para um lugar que eu não pertenço mais. Talvez um resgate, um resgate estranho de um baú de memórias. O nosso caso soa tão leve agora, ainda mais depois de tantas horas de confidências e aberturas de sentimentos. Fiquei completamente livre de você, mas, ao mesmo tempo, sinto falta do que você me fazia sentir. Louco isso, não? Mas para que julgar tudo o que vivemos? Foi sempre tudo tão intenso e irresistível.
Agora eu entendo quando você me dizia que me reconhecia pelo cheiro. Meu olfato também reconheceu o seu, misturado ao fundo com o perfume. Foi importante que tenha ocorrido ontem exatamente como aconteceu na primeira noite em que nos conhecemos. Como disse antes, foi leve, doce e com um quê de quero mais.
Foi bom perceber as marcas que eu deixei em você. Até o fato improvável de você começar a gostar de certas bandas que eu amo. E caramba, você ainda se lembra de tudo. Tudo. Como se esses três anos não tivessem existido. Como se eu nunca tivesse saído do seu abraço, naquela noite em que te disse adeus.
Só pra você entender: “Eu quero…”.
[ Recado Direcionado ]
Ex-Sr. Dor, obrigada pela noite leve de ontem. Você, como sempre, tem o poder de me tele-transportar para minha essência, e de me fazer sentir a mulher mais sexy do mundo.
Soundtrack: Sexed Up - Robbie Williams (2003) - Música que me fazia lembrar do Ex-Sr. Dor.