o coração: fornalha
(tentativa medonha de empurrar o tempo),
o sangue expalha
carbono e vertigem de explodir,
o erro, aos poucos, toma o céu
(numa trilha sonora de moto-serra),
no pensamento estancou essa alegria de sonho,
e tudo mais a que dedica atenção
é perda de tempo, apodrece
amor que estraga
desperdício a frente
Setembro de 2007
Sex 28 Set 2007
Sex 21 Set 2007
Quem sou Eu? - Orkut - Na música
Publicado por Musa Louca sob Sobre Mim , Clipes da Minha VidaSem Comentários
Eu sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não
Eu sou o preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música,
A mais velha e a mais nova espada e seu corte
Eu sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gitá gogoya
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo
Reconvexo - Caetano Veloso
Seg 17 Set 2007
ele é emo.
emo-cionalmente ligado em mim e em sua coleção de fones de ouvido.
eu sou emo.
emo-cionalmente ligada nele e em minha coleção de canetas nanquim.
ele ama fazer música, e já fez uma pra mim.
eu amo fazer rabiscos e anotações no caderninho da vaquinha e nas costas dele.
ele viaja em dormir abraçado.
e eu viajo em dormir ouvindo a respiração dele.
assim vamos emo-vivendo, com franjas, sem franjas, com música
e emo-cionantes momentos de cada um de nós dois, entre nós mesmos.
Seg 10 Set 2007
Para o rei dos banhos de chuva:
Publicado por Musa Louca sob Diálogos Não Vivenciados[2] Comentários
rei: Pois é, José,
a Bahia não acabou.
E Luciana continua…
não sei
se lembra de mim…
eu: Não tem como a Bahia acabar, mesmo com a morte do seu odiado/amado coronel.
Quanto a você? Guardo lembraças, doces lembranças num livro de sonhos.
E quanto a mim? Como estou acima do bem e do mal, prefiro permanecer incógnita, perdida por essas ruas de meu deus…