Junho de 2005
Arquivo Mensal
Qui 30 Jun 2005
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Walkaway[6] Comentários
Eu sou volúvel. Eu reconheço. À noite eu o amo. De dia eu o deixo. De lado. Numa estante. Uma paranóia global entre querer, poder, e realmente conhecer o que há por trás de tantos porém’s. Você me olha da estante enquanto passeio pelas esquinas. Divirto-me com outras possibilidades. Perco-me nos braços de tantos meninos procurando você, um só. Antes eu o tinha como um ídolo. Um homem perfeito desde a minha adolescência até a fase adulta, mas não o tenho mais. Você desintegrou o que tinha de melhor: a inocência e o caráter dentro da minha cabeça. Ter dormido contigo, só o transformou num troféu. E eu não o queria dessa forma, não na estante. Ao meu lado. Deitado. Para eu desenhar na sua barriga.
Agora não sonho mais com você. Sonho com vários rostos, toques, suspiros. Mas, e você? Você se envolve tanto quanto eu nos relacionamentos platônicos destilados pelo espaço e pelo tempo? Costume de não sofrer, talvez. Não sofrer é o meu lema. Amar é sofrer.
Obs: “I’ll be your plastic toy”
Ter 28 Jun 2005
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Sem Categoria[6] Comentários
E é a última vez mesmo que eu falo sobre isso. Não vou ficar gastando o meu espaço com o que não gosto e com quem não merece. Enfim, segue a minha resposta aos comentários “dãaaa” que eu recebi:
“Não, não tenho raiva e nem ódio de Ronei Jorge. Não o conheço pessoalmente, nem faço questão. Inveja também não tenho. Pra quê? Não tenho banda, não pretendo ingressar no meio musical, não quero fazer aulas de canto e nem berrar como uma cabra. O que eu escrevi aqui é a minha opinião sobre os fatos e sobre o meu gosto pessoal. Não tenho obrigação nenhuma de concordar com os leitores, com os fãs da banda, e nem com os puxa-sacos. Estou imune ao pseudo-cenário-rock-ridículo de Salvador. Sou apaixonada por algumas bandas, e falo delas quando eu também quiser, porque no meu espaço eu digito o que quero. Continuo não concordando que as canções de Ronildo Jorge são boas, e nem que ele seja um batalhador, mas sim, um sortudo por ter amigos na mídia colocando-o num patamar acima do que realmente ele merece estar. Engraçado vocês não comentarem sobre a roubalheira no Claro que é Rock. Ou vocês não estavam presentes? Ou vão se fingir de alienados sobre o que aconteceu? Agradeço pela participação. Ah, a propósito, eles não roubaram minha bicicleta, nem mesmo quando eu fui jurada num show de rock no Calypso.
E da próxima vez, tentem utilizar outras bandas do cenário baiano, europeu ou gaúcho mesmo, não curto bandinhas de rock paulista. Valeu.”
Mais Claro, impossível, e sem roubar. Risos.
Qui 23 Jun 2005
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Sobre Mim[8] Comentários
Coletâneas do Cure não são mais cura para tua dor. Teus poemas têm erros de concordância e tua boca tem gosto de cereja. Seria melhor se teu gosto fosse de cerveja pra eu poder me embriagar em tua saliva e fazer disso um mero recurso literário sem valor. A arte é um esforço inútil e ser útil só é útil pra quem se preocupa com os ponteiros no relógio e os números nos calendários.
Caminho quilômetros quando tenho saúde e sais de cobre nos dentes.
Quero colorir meu ombro e quero que minhas calças sejam todas pretas e minhas camisetas com estampa amarela sejam vermelhas.
Quero te conhecer, preciso de tempo, tenho que conseguir mais tempo, estou delegando tempo, compilando segundos, ampliando minutos e pensando mais rápido e agindo mais devagar, até porque assim dá mais tempo pra divagar.
Tenho tempo, quero falar contigo, tenho que te ligar, quero te atender, te ouvir se espreguiçar, bocejar e rolar na cama lá do outro lado, naquela voz macia toda picotada por vento cor-de-mel. Não queria que o sol brilhasse por um tempo na minha casa, então mantive as cortinas fechadas. Mas teus olhos me mostram o sol e eu tenho agora que deixar a luz entrar. Eu quero agora deixar a luz entrar.
Quero ainda poder, te dizer no ouvido improvisos que nunca dirás a ninguém e de que eu sempre me lembrarei, e de que tu sempre te lembrarás, e que servirá de água e alimento para a flor que eu guardei no meu peito para ti, e para aquela que plantei em teu sentimento com meu nome.
Quero ainda poder descansar em paz, pois, depois da chuva, sempre sempre sempre vem o sol. Ainda que tímido e fraco, vem o sol.
Recrio-te em mundos que invento ao meu bel-prazer. Nesses mundos eu ouço os sons verdes da minha infância e os sons azulados da minha juventude. Penso em doze dias na semana e sete meses de inverno. Quero mais tempo, preciso de mais tempo e de flores na minha janela. Colo, abraço e passeios matinais. Penso nas músicas de voz doce quando penso em ti. Acalmo os olhos no horizonte que parece infinito e penso artes pelos cantos do meu quarto. Sorrio.
Invento-te em mundos que recrio, de meus dias de papel. Escrevo a minha história, lembro de horas, desenho novas nas minhas nuvens. Recebo ódio - falo, grito e tusso. Depois me camuflo e finjo que estou longe. Visto preto para queimar no sol e saio na chuva sem agasalho pra buscar o resfriado.
Desenho-te em pranchetas que não existem, faço cada contorno, curva e suspiro real. Tatuo na pele nua e quente as letras do teu nome em código de barras, para que não sei. Grito, grasno, transpiro.
Escrevo-te em poesias, quando penso que sou poeta e me engano pensando que sou sagrada. Quase sinto teu gosto quando te vejo sorrindo. Confundo meus olhos no teu passo manso indo embora, e desisto de imagens e ícones pelo simples prazer de te ouvir por algumas horas.
Fatio-te, me perco, de propósito, em todos os meus atos. E minto pra mim mesmo que não é verdade. E minto que minto, pois meus atos são sempre sinceros. E passo horas imaginando frases ou jogos de palavras com a palavra “mentira”, só pra te fazer sorrir, dormir bem, te fazer pensar.
Como um envelope, cheio de palavras pra você.
Cheguei. Aliás, já estou lá há muito tempo. Esperando que a porta abra. Vou pensando e do jeito que me vem os pensamentos, te escrevo essas linhas. Penso em rosas, onças e vermelho tinto. Nada de novo. O meu dia me cansa, me diminui e me torna chata. Meus extensos desagravos desabafos sem fim sempre me causam determinado cuidado. Cuidado com o conteúdo, pois é raro.
Sabe, tem dias em que todo o universo faz sentido, em todas as pequenas coisas que acontecem. Tem dias em que, voltando pra casa, caminhando pela rua de noite, as luzes da lua e do comércio são mais fortes que o teu desespero e tua falta de vontade. Tem dias em que teu dia se completa com um sorriso. Tem dias que o dia acaba tão cedo, apesar de acabar tão tarde.
E eu mesmo pergunto, “Por que não?”.
********
Não há nada para se comemorar esse ano no meu aniversário (26.06). Estou indo daqui há pouco para uma cidade do interior passar o São João, e espero amenizar com isso um pouco a dor e a saudade que sinto da minha mãezinha.
Dom 19 Jun 2005
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Walkaway[9] Comentários
Enquanto a discussão rola sobre o cult baiano e a falta do que fazer da mídia local:
“Você gosta de Ronei Jorge?”
Sempre vejo um cara alto e magro passar comendo sanduíche de tapioca, parece ser uma pessoa calma, pacífica e solitária, não a cabra berrante dos shows. Não curto as letras deprês dele, não acho que tenha nada de jazz no som e abomino os gritos histéricos. Prefiro ouvir arrocha, mil vezes.
“Como você têm coragem de chamá-lo de cabra?”
Chamo-o do que quiser. E o som que ele emite – berros, uma cabra também faz.
“Então por que o cenário rock o curte?”
Eu não entendo o porquê. Aliás, entendo, o que a mídia não faz com as pessoas. Para você se sentir incluso, ainda mais num espaço tão pequeno desta cidade, você tem que gostar do que está na moda. Só que o rock que ele faz é extremamente chato, ninguém se mexe e a voz dele é ridícula. A música é tão repleta de informações que confunde mais do que passa alguma mensagem. Não me importo nem um pouco com o cenário intelectualóide e rock’n roll da cidade. Pra mim, esse cenário não existe. Ele foi criado por gente da antiga (antigos freqüentadores do Calypso) que virou jornalista, e quer bancar “os diferentes no reino do axé” em suas colunas. Só isso. Não sabem nada de música, e querem tentar se promover através do circuito alternativo. Até hoje eu não me conformo sobre aquela palhaçada que ocorreu no show do Placebo. De onde tiraram aquela porra de banda “os perdidos no fim da casa da p. que os pariu”???? Não era um concurso? Não tinham vários pré-requisitos para entrar??? Como é que uma banda desconhecida e ruim daquele jeito entra? Depois que me contaram que a ridícula da vocalista era irmã do Roninho Jorge e por isso a banda entrou. Que o Roninho não precisou enviar material nenhum e que quem estava promovendo o show perante a Claro, saiu convidando todas as bandinhas amigas para participar. E que tudo ali foi armação. Não teve concurso nenhum, tudo armado, desde as bandas convidadas até o júri. Realmente… para Ronei Jorge ganhar da Theatro de Séraphin, definitivamente tinha que ter alguma coisa muito errada.
“E o que você me diz da antiga banda dele, a Saci Tric?”
A única coisa que ele fez e que prestou foi a Saci Tric, coincidentemente (?), porque era uma banda e não um projeto ou alguma merda de carreira solo (!!!!?) alimentada, endeusada e superdimensionada por amigos dele que, infelizmente, têm influência na mídia e, conseqüentemente, em grandes festivais alternativos do país, etc. Se você gosta mesmo do “Marcelo Camelo” baiano (Ronei Jorge é anunciado aos quatro cantos do país por jornalistas, donos de loja e donos de selo daqui como a “revelação do rock local”, como o “Marcelo Camelo” baiano) vá ouvir Jardim da Saudade e dizer que é bom.
Ahhhhhhhh, na boa, me poupem. Vou voltar a escutar jazz, eu ganho muito mais do que ouvindo essas bandas compradas. Essa gente de merda daqui, eu tô fora!!! Tô louca para ler sobre a confirmação da vinda da Flaming Lips em outubro para Curitiba.
Sex 17 Jun 2005
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Sem Categoria[6] Comentários
Será que se eu deixar uma vela acesa na minha janela, ela aparece?
Sex 17 Jun 2005
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Sem Categoria[4] Comentários
Sinto falta.
Não a falta atávica, intrínseca: a falta do outro, do falo.
Não.
Essa, nem noto.
Poderia escrever uma seqüência inteira de sussurros e gemidos, catarse, sublimação, mas: não.
Não é por aí.
Sim, eu escorro, pela simples disponibilidade. Naturalmente.
Abro e escorro. Sou coberta, abro e escorro. Sou coberta por pesos e pressões, sou posta abaixo, embaixo, por dentro. Recebo e expulso.
Mas: não.
Falo de uma falta que vem de vez em quando.
Falo da impossibilidade da explosão.
Da necessidade imprescindível da movimentação no espaço.
Ver o tempo correr junto e chegar logo.
Mudar de posição.
Sentir o toque divino da contemplação.
Partilhar isso, meu deus, partilhar isso.
É dessa falta que falo.
Qui 9 Jun 2005
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Sem Categoria[8] Comentários
Novamente na sala da justiça, na completa falta do que fazer. Quer dizer, mais ou menos, aqui eu divido com minha amiga dos mares, o walkman. Aliás, esses momentos só acontecem quando venho para cá. Enquanto estou em casa, vivo na completa tensão com trocentas coisas para aprontar. Por isso o sumiço. Por isso essa falta de vontade de escrever, só querer dormir, dormir, dormir… coisa que há uns três dias não consigo direito, e, claro, falar, falar, falar com um rapaz do outro lado do planeta.
*****
Soninho morno de três horas, depois de “deitar com você”. Sonhei com o seu sorriso, o seu cheirinho e os meus lábios no seu pescoço.
Dom 5 Jun 2005
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Sem Categoria[6] Comentários
Eu vou. E se eu for… você vai.
“Ative os meus sentidos… ohhhh ohhhh”.
Sáb 4 Jun 2005
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Loucuras[3] Comentários
Sinto-me dona de filmes. São meus, os delirantes. Os preferidos. Possuo os livros que leio, os livros das palavras escondidas. Das palavras inventadas. Meus olhos engolem imagens pelo todo. Depois, parte por parte. Sons entram pelos meus ouvidos e ficam presos nos meus sentidos. São todos meus. Decifro a linguagem misteriosa da lança/arte que atravessa as almas escolhidas. Tenho a alma atravessada. E parto para o paralelo das coisas humanas inexplicáveis. Participo do mistério do homem. E da mulher.
Sex 3 Jun 2005
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Sem Categoria[6] Comentários
Eu e minha amiga do fundo mar no laboratório da faculdade ouvindo som. Alguém mais se habilita? Vai um fonezinho emprestado?
“I miss you”…
Qua 1 Jun 2005
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Sobre Mim[3] Comentários
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