Pensei escrever em homenagem ao seu aniversário as baboseiras e as pirraças que fazemos quando nos falamos ou estamos juntos. Pensei em citá-las e descrever como é complexa a nossa relação “familiar”. Enumerar as minhas vontades, desde lhe dar um murro na cara, como a de lhe pôr no colo pra dormir de madrugada. E também a imensidão de nossas manias, assim como os nossos gostos musicais completamente diferentes. Mas pra quê? Você sabe de cor, você me conhece como poucos. Você, que não faz o “roteiro do amor” comigo, e é a pessoa mais chata que conheço. Possui alguns textos antigos, todos seus, neste blog, e briga comigo quando o seu time de futebol preferido perde. Risos.
Mas, meu querido ph, o mais importante que eu tenho a te dizer, é que apesar de tudo, de todos esses espaços de tempo preenchidos, esses espaços de tempo vazios, esses mal entendidos, essas não-vontades, esse brilho no olhar, e todas as nossas palavras não ditas e gestos esquecidos, eu teria vivido tudo igualzinho, todas as minhas desilusões, o meu casamento desfeito, minha loucura do outro lado mundo, se eu tivesse a certeza que eu te encontraria. Daquele mesmo jeitinho. Você, de bengala, se fazendo de desentendido. Você, com cara de santo, me tarando no cinema, perdendo o meu brinco. Você me perdendo, abrindo aquele abismo. Porque você é alguém que eu sinto falta, e que não tenho sentimentos definidos. Alguém que eu quero comigo, na minha vida, conectado. Sempre.
Conectado, eu te desejo do fundo do coração muito mais paciência, sabedoria, sucesso, felicidades, e que lhe falte um pouco de juízo, porque isso você tem demais, e amor, muito muito amor. Ah, que você pare de roubar minhas músicas!
Do seu Jardim.

um com olhar de lobo mau e o tal frango assado rindo à toa. :p