Ontem eu não estava preparada para me envolver, de novo, em mais uma confusão sentimental. As pessoas têm mania de me colocar nelas, mesmo eu estando desinteressada e distante da situação li-te-ral-men-te. Não necessita ter um grande senso geográfico para sacar a minha distância nisso. Apenas saber que eu estou aqui na América do Sul e ele no continente Europeu/Asiático. Cansei de ser o assunto do dia pra aquelas pessoas que um dia valem à pena, e no outro, eram só paisagem. Cansei de querer e não poder. De não ter a palavra-chave: reciprocidade. Cansei de amar e não poder amar. Viver um amor na esquina do mundo. Sem direito a toques, a cheiros, a imperfeições e a beijos eternos de 30 minutos. Mandei tudo às favas, e disse vá pastar (leia-se: “a better solution for your life: delete me from all your accounts”). Veja se me encontra em outra esquina do mundo. Quando eu conseguir ter esquecido todas as promessas trôpegas e os momentos doces.

Depois eu terminei tendo uma briga feia com um anjo que se veste de diabinho. E têm dias que ele é um diabinho mesmo, me atormenta até ele pensar que sou eu quem perde. Mas, na verdade, nós dois ganhamos mais e mais laços afetivos. Logo depois, recebi uma notícia que tirou o resto das cores da tarde, o mundo fez-se em branco e preto e já não restava mais nada, apenas à melancolia. Então, resolvi sair do trabalho e fazer o meu programa preferido, ir ao cinema sozinha. Escolhi o filme pelo gênero e título, já que comédias românticas sempre trazem respostas para as minhas dúvidas existenciais. E lá estava eu , com minha pipoquinha, me divertindo com o resto do público, assistindo um filme de história e trilha sonora deliciosas, parecendo que foi feito pra mim. Porque tive direito a respostas esperadas, a bandas adoradas e a papagaio em todo o roteiro.

Sabe, eu continuo aprendendo a encerrar ciclos. Fechar as janelas. Deletar as fotos do blog. Desativar a webcam. Ou simplesmente apagar a luz, sem o costumeiro ”Boa noite”. A dor da perda é uma das dores mais complicadas de se conviver. Mas ela é necessária para o nosso crescimento emocional, para o nosso amadurecimento, para o nosso aprendizado de como a vida funciona. Mesmo ela fodendo por dentro, destruindo-nos em mil pedacinhos pra depois esmagar. A perda é um dos fatores decisivos de como continuar a nossa própria história. Pois criamos coragem para vencer alguns medos e restabelecer nossa auto-estima e autoconfiança. Uma das frases interessantes do filme foi a “quando uma coisa acaba é porque outra está para começar”. E é assim que devemos seguir a nossa vida. Em momentos ganhando, em outros momentos perdendo. Ou vivendo intensamente com o que temos em nossas mãos.

Sai do cinema com passos e pensamentos flutuantes. E encontrei o “Sr. Inusitado” sentado me esperando. Parei na sua frente, abri um imenso sorriso, segurei na sua mão e perguntei “E então? Para onde vamos?”.


Soundtrack: IO (This Time Around) - Helen Stellar

This time around, x 4

You can be anyone,
This time around,
This love of ours,

This time around, x2

You can be anyone, x4

Bem lembrado.

Se eu pudesse te definir com uma única palavra, eu te chamaria de “inusitado”. Daquelas pessoas que aparecem do nada em nossa vida. Quando a gente não espera mais nada. Não acredita em mais nada. E de repente começa aquele papo direto e objetivo, sem muitas ondulações na voz. A gente senta e desabafa com o olhar franco. E ao terminar a conversa, estão os dois lá, com cara de bobos, pensando que se conhece há anos, e encantados um com o outro de alguma forma. Eu sei que eu tenho um gênio do cão. Sou complicada. Apaixonada. Evasiva. Independente. Tudo isso sempre. Até demais. Percebo pelos seus olhos que você procura respostas nos meus o tempo inteiro. E mesmo que não acredite, eu, simplesmente, não sei o que te falar. Eu não as tenho. Gostaria de tê-las prontas. Porque se tem uma pessoa que merece por respostas imediatas e corações puros, essa pessoa é você. Você, com seu olhar também castanho, me faz ficar molinha, me enternece. Quando lhe abraço consigo esquecer o mundo lá fora. Eu sei que não está sendo fácil. Mas, pela primeira vez, eu gostaria de seguir dando um passo de cada vez, devagar e sem pular nenhuma etapa, querido Sr. Inusitado.

markdarcy


Soundtrack: Love is Dead - Brett Anderson

Em resposta a poesia que ganhei de presente:

Podes ver o trágico cenário
Pintado em um lago castanho não-claro
Com a cor de madeira de lei escurecida
Pelo tempo e pela saudade

O que existe dentro dele
Não são encontros ou distâncias
São multidões e abismos
A semiótica não explicaria, não exemplificaria
Vários eu’s nos seus lugares devidos

Se me espreita através do meu insondável espelho
Só poderá sonhar, esquecer
E imaginar o turvo reflexo
Das minhas emoções e agonias

Como se espiasse a janela de uma casa
Como uma lenta e breve tarde passa
Numa rua que vês todos os dias.


Soundtrack: Hearing Damage - Thom Yorke

“And you can do no wrong
In my eyes”

Sonho, sonho que o mar, aquele mar me encerra.
Que as multidões me levam na euforia
E me afogam no desespero
E eu me perco sempre
Te seguindo em direção ao sol.

Coisas de solidão e infinito
E me aflijo
Porque ao tentar alcançar os seus braços
Eles se despedaçam
E eu só consigo beijar o pó.

brunoandme

…don’t ask!

Estou chegando aí.
Não venha.
Como?
Eu não te quero aqui, vou ficar vazia, sozinha de costas viradas.
Mas eu não consigo mais.
Nem eu.
O que faremos?
Me deixe ir. Senão eu viro as costas.
Somos dois fudidos (fundidos?).
Somos, mas nunca ninguém sorriu tão lindo enquanto eu descrevia um beijo no telefone.
Isso dará certo?
A D. diz que sim, a Flor está quieta, a Sumários acha que não e J. acha impossível que eu deveria esquecer, você imagina como elas são.
Sim, lasanha, brigadeiro, pizza e cerveja.
Eu não te amo hoje.
Que pena, eu te amo desde ontem.


“Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.
(…) Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar…. Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.”

Raquel de Queiroz

Foto antiga, há um ano atrás, e um texto que parece meu, minha descrição.

Num mundo indiferente e sem formas,
uma obsessão inacabada,
emergindo de uma pálida significação,
se alinhava em meu espírito
em busca d’uma imagem pura:

Duas mãos aquecidas
Duas bocas unidas.

agora sim o ano começa, agora sim começa o ano.

ouço o vai-e-vem das ondas do mar.
piso na areia molhada e deixo seu frescor invadir minha alma.
respiro fundo, inspiro o odor salgado penetrante, expiro paz e tranquilidade…
sinto o vento forte bater em meu corpo, levantar meus cabelos e desperto para a vida.
caminho, penso e exteriorizo para mim mesmo todo e qualquer sentimento angustiante…

agora, retorno a superfície, a realidade.
enfrento a vida de peito aberto, lanço mão de toda a pujança interior, naturalmente energizada, em busca de um objetivo maior.

entre o sonho e a realidade eu te encontro.
encontro-te e permaneço na minha cama, rolando de um lado para o outro, sonhando com seus beijos de mel.
ansiando pelo dia que me tomará em seus braços e irá passear comigo pelo céu.
tive um sonho de nuvem: depois de virar chuva, me condensei e me tornei cubos de gelo. já pensou? vou ficar bonita, fria, pequena e condensada. Risos.
agora, sem brincadeira, vem amor… aparece pra mim! e me torna a mulher/nuvem mais feliz do planeta.

Gostaria que esta mensagem
Não fosse tão sofrida,
Mas como não seria?
Longe da sua cidade, longe do teu país,
Longe do teu solo, longe dos teus esquecidos caminhos.
O destino é esquisito, amigo.
Eu sinto muito dele ter nos unido
Em um dos seus piores momentos.
Mas glamuroso e caloroso é o tempo.
Ele nos ampara, nos dá forças.
O tempo é mudança.
Levanta a cabeça, avança.
Sob a sombra do desespero.
Mesmo o amor ausente, sempre
Torna-se presente no coração da esperança.
Hoje é amanhã e é ontem.
Pensa que o amor é eterno.
Instrumento da felicidade e da dor.
O céu para poucos foi criado
E para quase todos há o inferno.
Se te conforta o meu abraço,
Braços prontos lhe aguardam.
Se pudesse lhe dar o amor,
Amor impossível que guardo no peito,
Você o teria.
Imagino o que está passando
Chão desfeito, gosto amargo na boca.
Mas olha pra frente poeta e professor.
Declama as suas despedidas
A minha, a sua, ao vento e a ele, o amor.
Leva o meu carinho em sua partida.
Não importa como e quando tudo acaba.
O que importa é a intensidade
A qual a sua história foi vivida.


Soundtrack: Vivir Sin Aire - Maná

undiscloseddesires


Soundtrack: Marca de Amor Não Sai (Is It Ok If I Call You Mine) - Sylvia Patrícia

Existe alguém que quer amar
Só pra escutar
Você dizer vem cá
E eu sei que vai ser demais
Me ligue que eu vou
Ohuoh oh oh oh oh

Se eu esqueço até
Pra onde tudo vai
Se você me abraça um pouco mais
Se o oposto atrai
Oh baby marca de amor não sai
E eu adoro como você faz
Mil vezes eu vou
Oh oh oh

O que eu tento lhe dizer
É que sempre vai valer
É só voltar o filme todo dia
Pra lembrar de você

Se por aí eu ouço seu nome
Ou parece que sim
Quase em todo lugar
Que eu penso em ir
Até nos livros que eu lí
Mais nada me importa
Não sei o que acontece comigo
Se você não vem
Nem quero ver se faz sentido também
Oh, baby
Eu sei que vou
Oh uo uoouou

O que eu tento lhe dizer
É que sempre vai valer
É só voltar o filme todo dia
Pra lembrar de você

Show do lado da minha casa. :) Tenho ótimos vizinhos!
Dia 02.02.2010 - Dia de Iemanjá

Quer saber quantos paus se faz uma canoa?
Bem, isso eu não sei te responder. E muito menos sobre a vida dos outros.
Já a minha…
É só perguntar que eu respondo em: http://www.formspring.me/musalouca.

acaba logo janeiro.
acaba de uma vez esse verão. esse calor.
já não aguento mais essa sensação.
presente em todos os meus dias.
tento me manter sã,
mas até um simples toque me desespera.
ter de admirar o horizonte
com o olhar perdido em terras distantes.
ter de viver todos aqueles rituais novamente
sem poder sonhar que o carrego na minha mochila
e na minha mente.

estou cansada de navegar
por um único e solitário mar
com nomes diversos.

do you remember that lyric? that song? it’s a piece of me:
“Got up early, found something’s missing
my only name.
No one else sees but I got stuck,
and soon forever came.
Stopped pushing on for just a second,
then nothing’s changed.
Who am I this time, where’s my name
I guess it crept away.

No one’s calling for me at the door.
And unpredictable won’t bother anymore.
And silently gets harder to ignore.
Look straight ahead, there’s nothing left to see.
What’s done is done, this life has got it’s hold on me.
Just let it go, what now can never be.

I forgot that I might see,
So many beautful things.
I forgot that I might need,
to find out what life could bring.

Take this happy ending away, it’s all the same.
God won’t waste this simplicity on possibility.
Get me up, wake me up, dreams are filling
this trace of blame.
Frozen still I thought I could stop,
now who’s gonna wait.

No one’s calling for me at the door.
and unpredictable won’t bother anymore.
and silently gets harder to ignore.
look straight ahead, there’s nothing left to see.
what’s done is done, this life has got it’s hold on me.
just let it go, what now can never be.

Now what do I do
can I change my mind
did I think things through

It was once my life - it was my life at one time.”

Andain - Beautiful Things (DJ Tiesto Remix)

ilostyou - ilostyou

A impulsividade é uma das suas características mais marcantes. Coisa que não se encontra por aí dependurada nas bibocas e nem nos camelôs da cidade. Ela acorda e brinca de viver. Balança os braços, sacode a poeira estelar do corpo e sai para ver o dia. Se estiver ensolarado, ela brilha mais forte refletindo a própria luz e a do sol. Refresca-se nas sombras. Se o tempo estiver nublado, ela espera a chuva cair. Adora a sensação dos pingos gelados na pele quente. Anda pelas ruas fazendo cálculos e pinta formas geométricas em quadro mentais. Se inscreve para um MBA em Dubai, sem pensar na grana.
Gosta de ser criança quase o tempo inteiro. Sem dores e compromissos. Senta e brinca de boneca com sua afilhada de 5 anos. Depois desenha planetas e dragões de asas com estampa de sofá para colar nas portas do guarda-roupa. Assisti filmes assustadores de monstros (não os dentro de si) e fadas madrinhas (qualquer semelhança é mera coincidência com ela). Nada no mar com seu afilhado de 12 anos. Bóiam juntos. Ele deitado por cima do corpo dela. E permanecem assim até que uma onda enorme venha e destrua o mega-navio. Sabe cantar músicas infantis e de ninar de cor. Canta pro filho-papagaio todo entardecer. E assobia muito pra ele, tanto que ele já aprendeu o tema do filme Indiana Jones. Transborda-se de sentimentos pelos seus amigos, mas, infelizmente ela ainda não aprendeu a se multiplicar por duas, pelo menos, para atender as demandas deles. Principalmente quando todos resolvem marcar tudo no mesmo final de semana. Planta sementes-paixões através dos lábios. Através dos beijos. Suspira por suavidades e cheiros.
Qualquer motivo vira alegria em volta do seu espírito triste e encabulado. Ele quer ser feliz, só que prefere ficar trancado. Em uma linda torre de Paris. Mesmo enfrentado montanhas e planícies, bons e maus tempos, beleza/destruição e riqueza/pobreza nas paisagens. Trilha vários caminhos quando retorna para casa. Dia-a-dia desenvolve listas de atividades para não pensar em você. Assim que são concluídas, as folhas vão caindo ao chão. Jogadas ao relento. Não se preocupa em limpar. O vento se encarrega de levá-las até você. Para que saiba das horas dela e se encante por ela ser tão comum e singular como nenhuma outra que conhecestes.
Na maior parte do tempo conecta a mente em diferentes mundos. Em cada lugar possui um avatar. E ao desplugar dele quando acorda e ou quando a conexão falha, ela segue sozinha por cada vida paralela na qual acredita se chamar de “sonho”.


Soundtrack and Run Lulu Run: Use Somebody - Kings of Leon


Movie: Where The Wild Things Are (Onde Vivem os Monstros)

Na despedida de Carol dentro do barco, eu me desmanchei de tanto chorar. Lindo. Lindo. Lindo.
Eu me enxerguei em cada monstro. Vários monstros dentro de mim.

Poucas coisas destroem tanto os cabelos destreinados quanto o vento de verão que bate de tarde no bairro.
Há tempos que as emoções não assaltam enquanto se deixa.
Há tempos o som que se escuta é tocado em um instrumento de uma só corda desafinada.
Há tempos que as noites diminuem de tamanho…
É verão!

last broadcast

Acompanhe a minha fé por onde eu cantar o amor que irá se concretizar. Encontre-me parada no saguão de um aeroporto observando as faces de felicidade, e esperando pelo dia em que encontrarei o seu sorriso mais brilhante em minha direção. Olhe uma estrela e imagine o brilho dos meus olhos ao encarar os seus perdidos nas promessas escondidas pelo castanho-chocolate deles. Viaje nos meus sonhos e saberá exatamente em que local está todas as noites. Perdido entre o vermelho-tinto da paixão e o azul-paz deste céu sobre o teto. Perdido entre vontades sem sentido e com sentido único pra minha mente e pra nossa vida juntos.

Enquanto eu viver vou buscá-lo entre o presente e o futuro. Em cada pedaço do planeta. Em qualquer religião ou raça. Sem nenhuma maldade. Apenas em poesia. Porque é assim que eu o imagino: pura magia.

O tempo não importa. Abstraia. É apenas uma linha tênue com o poder de cicatrizar feridas. Mesmo não conseguindo alcançá-lo com uma ampulheta na mão, eu consigo conviver feliz com ele. E não tem fim, não pára, ele me modifica… Assim como os meus pensamentos, eles vão mudando de acordo com a canção tocada no espaço que nos separa. Não se perca. Segure forte a letra. Enquanto eu entro em transe, digito e penso em seguir para os seus braços…


Soundtrack: Only Hope - Swicthfoot

I need to thank you for:
Find me.
For fix my mind, my heart, fix me completely. I was so hurt…
For all calls, messages, songs, gifts, kisses, wishes and desires, fire and love.
You know how important you are in my life.
So I leave this song for a year that you helped me so so so much.
Thanks for came into my life, Superman.

I want to see you always happy. In your heart. In your mind.
And when I’m sad, you always appear in my mind. And just comfort me to know that you exist.


Soundtrack: Undisclosed Desires - Muse

I know you suffered
But I don’t want you to hide
It’s cold and loveless
I won’t let you be denied

Soothe me
I’ll make you feel pure
Trust me
You can be sure

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty’s not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

You trick your lovers that you’re wicked and devine
You may be a sinner
But your innocence is mine

Please me
Show me how it’s done
Tease me
You are the one

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty’s not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

Please me
Show me how it’s done
Trust me
You are the one

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty’s not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

My message for you.
Happy New Year! :)



Soundtrack: Dare You To Move - Switchfoot

Eu queria desaprender pensamentos.
Queria despertar durante a madrugada, com alguém batendo à porta.
Quando eu a abrisse, minha casa seria invadida por sentimentos.
Eles varreriam o chão com alecrim e fariam voar pássaros pela janela, para dentro de casa.

O que o Natal significa?
Uma sandália, um perfume, dois sabonetes de mel, duas saias, três calças, várias calcinhas novas e mais uma coleção de cremes, até para os cabelos vermelhos. Estar com minha família e parentes. Uma mistura. De dias. De sol. De mar. De comidas. Sorvete de creme no café. Os dias correm. Já é início de dezembro. Já é final de dezembro. Estamos no meio de novembro. Início de novembro. Meio de dezembro.

E o que significa o Natal?
Uma discussão por onde comprar os presentes? Ou uma discussão por quem vai entregá-los? É melhor colocá-los embaixo da árvore. Deixa que o bom velhinho se encarregue de distribuí-los. Eu vou ficar pensando em você. Ansiosa para conhecer você. Eu preciso fazer uma listinha do que vou levar para minha viagem de 3 dias no réveillon. Não quero esquecer nada. Muito menos do protetor solar. Estou com preguiça. Fim de ano dá preguiça. Entusiasmo, paixão, ansiedade, urgência, misturados aos dias e à preguiça.

Como se pode ser tão – volúvel, simples e contraditória?
Não gosto de discussões. Não gosto de Natal. Não gosto de shoppings. Não gosto de dia certo. Dia certo para dar presentes, comer, abraçar, beber, dia certo para visitar, dia certo para. Cortar e pintar os cabelos. Fazer massagem. Uma semana depois do Natal. Por que não antes? Por que não outro dia? Depois, por que não? Mistura de dias. Espera. Eu espero que esse dia acabe logo. Quero já acordar com o cantar dos passarinhos e passar o dia inteiro na praia. E melhor, sem ninguém para me encher o saco. Lembrar de esquecer o laptop e o modem em casa.

Você quer me ver? Eu não posso, vou viajar não sei pra onde.
Compra sorvete de flocos, eu estou com desejo. Não esquece. Vou comer torta de pêssego. Eu posso fazer melhor do que isso, não é definitivo, é claro. Me dá alimento. Palavras, seu rosto. Eu posso fazer ainda melhor, ficando quieta. Ouvindo em silêncio. Todas as histórias da família Farias. Ou rir. Tem umas que são muito engraçadas. É, eu estou com desejo. Olhando e-mails, eu me tranco no banheiro. Eu me escrevo no banheiro. Escrevo na minha perna. Ai, que ansiedade!

Isso não. É gostoso e bonito, mas ao mesmo tempo chato e triste olhar para a mesa de Natal. Dia certo para comer isso. Pensando. Naquela coisa chamada chocolate. Num rosto que será chamado de você.

Feliz Natal à todos.
Merry Christmas for you.


Soundtrack: Woman Rain - Alò Irmão - IX Mercado Cultural (working and watching)


Soundtrack: Cotidiano (en español) - Chico Buarque


Soundtrack: Cotidiano - Marcelinho Da Lua e Seu Jorge

numa madrugada de vento, poesia e vontades…
(na varanda da nossa imaginação)


Soundtrack: Sous Le Vent - Celine Dion & Garou


Soundtrack: Fix You - Coldplay (movie - Wall-E)

Só vou para a sua discotecagem no Pelourinho, terça-feira, com três condições, sr. Mag:

01. O senhor lembrar de todas as cláusulas do seu relacionamento, sendo que você já foi avisado que não me encaixo em nenhuma delas, ao me abraçar;
02. Caldo de cana em pé no balcão. :)
03. Passar um cdzinho de mp3 com músicas para correr, tipo aquelas, ora mentos!

Onde navego é silêncio.
Sangue na veia, oceano,
O espírito dos mortos
Construindo trincheiras.

Frente a frente
Riscas na areia o limite,
Há um pássaro entre nós.
Morto: o destino nas vísceras.

Decifro-te.
A escritura dos lábios
Como pólem nas unhas.

Pérgamo é onde viajo,
Água lustral.
No teto há dois demônios pintados.
O grito das cacatuas
É um sinal de perigo.
Esquece-me se puderes.

Sombras brancas no abismo
Desenham-me o teu signo.
Seguiremos juntos
Divididos, constantes.
Não serei como sou.
Me exorcizas. Sigo.

“Jurei mentiras e sigo sozinho
Assumo os pecados
Os ventos do norte não movem moinhos
E o que me resta é só um gemido
Minha vida meus mortos meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minha alma cativa
Rompi tratados traí os ritos
Quebrei a lança lancei no espaço
Um grito, um desabafo
E o que me importa é não estar vencido”


Soundtrack: Sangue Latino - Secos e Molhados


Soundtrack: Sangue Latino - Ney Matogrosso (Ao Vivo)

[ Recado Direcionado ]

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Obrigada pelo lindo presente, Tigre.
Só você mesmo para alegrar a minha madrugada.
Sei que foi de coração, e sei que durante todos esses anos me acompanha.
Vejo suas pegadas por onde passo.

Um mundo de cores, onde as palavras se destacam. Uma palavra rosa num fundo lilás, uma palavra cinza num fundo vermelho, uma palavra azul num fundo verde. Uma palavra laranja num fundo vermelho, uma palavra pêssego num fundo preto, uma palavra cereja num fundo maçã. Um mundo de cheiros, onde as vozes se destacam. Um mundo de cortinas, onde as janelas permanecem fechadas. Um mundo fechado. Uma pessoa isolada. Sentindo cheiros, escutando frutas pingando palavras. É a torneira aberta. Uma pessoa falando. Pingando laranjas, escorrendo maçãs, pintando cerejas. Abrindo compotas de sentimentos pelo corredor da alma.

Um mundo trancado, uma sala fechada, uma porta que se abre, uma pessoa que levanta e sai sem despedidas. Um telefone que toca, uma pessoa que sai, três pessoas permanecem sentadas falando. Entre si. Eu ando pelos corredores, olho dentro da sala, espero. Um copo de água, um pedaço de chocolate, água com gás, água de coco, a minha vez de falar. Espero. Eu me distraio enquanto ouço. A água escorrendo, as janelas lá fora, os vídeos aqui dentro me esperam.

Eu quero ficar sentada lá fora, não aqui dentro, eu quero a banheira do andar de baixo, eu espero. Sair daqui o mais rápido possível. Onde cada frase deve ser estudada, eu não quero ser estudada, prefiro o fundo com palavras em cor. Prefiro essas flores reais, não as digitalmente fotografadas. Prefiro as flores na esquina ou o silêncio dele parado na porta. Sim, estou falando dos vídeos, o que eu tenho a aprender com os pêssegos e os cacaus? O que eu preciso descobrir nesse mundo? Onde eu encontro as cores e como devo amassar a polpa e misturar a água? Como se faz uma palavra boa de beber, descendo macia, atingindo todos os pontos num só gole – como? Sim, como um pedaço de chocolate. E espero. A minha vez de sair. Que fiquem na sala. Permaneço ou não na sua vida?

Gostaria de ter lhe dito poucas e boas. Mas alguma coisa aqui dentro em mim mudou. Faz tempo. Faz um ano. Apenas senti vontade de beijar-lhe a boca. Ficar parada escutando tudo. Tudo de ruim em mim. Gosto que as pessoas falem dos meus defeitos na minha cara. E não por trás. Se você tem algo a me dizer, não perca o seu tempo comentando com outras pessoas. Resolva comigo. Sou o seu espelho portátil. Só tenha cuidado para o reflexo não lhe ferir.

Aluguei uns DVD’s. Queria rir. Queria me distrair Queria beijar. Mais ainda não vi nada. Sem tempo. Os dias passam lá fora. E eu aqui dentro. Dentro de um tela LCD.
[ Um dia eu folheei um livro qualquer numa livraria qualquer e achei essa frase: “O beijo é um encantador artifício criado pela natureza para interromper uma conversa quando as palavras se tornam supérfluas.” Ingrid Bergman ].

Queria dizer o quanto eu te adoro. Mas você está distante. Muito distante. E nem o meu olhar de súplica e nem as minhas palavras murmuradas lhe alcançam mais. Você prefere fingir que não ouviu. Ou não leu. O meu mais sincero interesse no relacionamento. E a natureza nossa. Quando as palavras se tornam. Supérfluas. E a natureza nossa, quando. Um impulso se torna. Um desejo se cala. E se contém. Minhas palavras contêm. O quê? Cores? Feições. Nítidas. Eu sonhei que. Você me beijava.

Eu espero. Pelo final. Leio enquanto isso. Assisto ao vídeo que produzo n vezes. Os livros são melhores que os filmes. Que os vídeos. Que eu. Mais conteúdo. E não acaba assim: Chocolate. Um mundo de palavras onde eu mastigo sonhos. Onde eu deslizo me abrindo. Abrindo a boca, mordidas leves. Fechando as janelas. Sentindo o seu corpo no meu. Deslizo por baixo. Acaricio suas costas. Beijo sua virilha. Durmo em forma de colher com você. Um mundo de cortinas onde as camadas se dizem. Me falam. Entre si. Fui olhar as estrelas nos degraus do quintal. Comendo bombons de chocolate…

last broadcast


Soundtrack: Amazing - Kanye West ft. Young Jeezy

I’m a monster
I’m a killer
I know I’m wrong, yeah
I’m a problem
That’ll never
Ever be solved
And no matter what
You’ll never take that from me
My reign is as far as your eyes can see

Letra + Tradução

Saudades de dançar com o dedão do seu pé.
Dos seus dias cheios de hits.
Das suas reclamações sobre a vida.
E de como se criam os filhos hoje em dia.

Nos dias de segunda e quinta eu só cheiro a café. Se você não curte o cheiro desse grãozinho, favor não se aproximar. :p
Cabelos vermelhos e cheiro de café… onde vou parar…

Hoje eu vou dormir feliz, m. feliz. Por saber que ajudei um amor impossível a se realizar, a se encontrar novamente.
Eu que sempre acreditei, com todas as minhas forças, que amores impossíveis podem se estabelecer, tornarem-se possíveis.
Basta que seja amor. Basta que se tenha fé. Basta que apareça uma única oportunidade e que a agarre com força.

Enfim, estou muito contente por você que me maltrata no orkut e no twitter com aquela foto da Turquia.
Pelo menos uma de nós duas conseguirá beijar e abraçar bem apertado o seu amor não tão mais impossível assim.

last broadcastSonho louco. Em que o fone de ouvido fazia parte do meu corpo. Do meu corpo físico. E passeávamos por uma alameda cheia de cores, flores e borboletas. Como num encanto, os meus pés flutuavam. O vestido branco e verde, não tão longo e nem tão curto, balançava acompanhado ao rebolado do andar e dos cabelos. Os cabelos, agora vermelhos, refletiam a luz que vinha de todos os lados. Não havia um sol. O horizonte parecia infinito. Eu caminhava, caminhava, sem me importar com os lugares onde passava, com a música alta no fone. Dentro de mim. Caminhava como se a minha existência dependesse desses passos largos e dançantes. Como se nada importasse. Nem o destino aonde eu iria chegar. Mas, espere um pouco. Que destino? Existia mesmo um destino? Se tivesse, eu o desconhecia. O que me importava era o caminho flutuante e colorido. Às vezes, eu me lembrava dos que amo e deixei para trás. Deixei pra seguir aquela estrada onde fui parar. Deixei, porque, no momento, queria seguir sozinha. Deixei, porque não queria atrapalhar. E escorria pela minha mente os rostos de todos eles. Cada um e suas vidas. Cada um, gravados em mim. Com seus sorrisos, suas lágrimas, suas lições, seus amores, suas tempestades e suas músicas. Enquanto eu ia me lembrando de um por um e suas particularidades, pequenos pedaços do meu corpo se desfaziam no ar. Soltando-se. Como fragmentos. Como palavras. Como um pó brilhante solto ao vento. Mas não doía. E uma paz imensa começava a me dominar. Através dos meus olhos você poderia observar a imagem de fora, mas nada dentro deles encontraria. Eu estava apenas indo embora. Restando apenas o fone na estrada…
E então, essa seria a minha última transmissão de uma canção.


Soundtrack: The Last Broadcast - Doves

my name is Luka.


Soundtrack: Luka - Suzanne Vega

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